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Ljubljana e seu lindo centro histórico

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A primeira vez que me interessei em ir a Ljubljana, capital da Eslovênia foi em maio de 2013, quando foi publicada uma reportagem na revista Viagem e Turismo sobre aquele lugar.

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Achei tudo lindo e me empolguei com os elogios ao lugar, feitos pelo autor da matéria.

Quem diria que 5 meses depois surgiria uma oportunidade para eu mesma visitar a Eslovênia e conhecer Ljubljana?!

Pois algumas das melhores coisas da vida são assim mesmo… Inusitadas, inesperadas e não planejadas.

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Chegamos lá de trem e é importante saber que o trem te deixa numa parte moderna da cidade. Não é lá que está seu charme. Pegue um taxi e, numa breve corrida, logo se está diante de um dos centros históricos mais legais que eu já visitei.

Há muito o que se ver na cidade inteira, mas se, como eu, você dispuser de pouco tempo,  priorize o centro histórico. É pequeno, fácil de percorrer todo a pé e com várias atrações interessantes.

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Existem também muitos hotéis de design na cidade. Alguns parecem mesmo modernos e muito bons, mas, sinceramente, não acho nem que combine ir para um lugar desses e se hospedar em um hotel meio modernoso. Optamos por uma pequenina pousada super charmosa aos pés do castelo da cidade. Esse hotelzinho, chamado Lesar Angel, nos ofereceu um ótimo quarto e banheiro, os funcionários eram atenciosos e ainda havia um chá da tarde gratuito incluído na diária.  

Em poucos passos estávamos na avenida cortada pelo Rio Liublianica, o melhor lugar para se passear e curtir, atravessando quantas vezes forem necessárias suas pontes, a fim de se ir ora para uma, ora para a outra margem do rio.

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Estivemos lá no outono, mas ainda não estava o pior frio de todos. Era um clima frio, mas suportável. Com neblina pela manhã e sol na parte da tarde.

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Nosso primeiro pit stop foi na Praça Peresen, onde há a rosada igreja de São Francisco. Movimentada, com uma estátua do poeta esloveno em frente. Aproveitamos para relaxar um pouco ali, junto com outros transeuntes.  Há artistas fazendo suas performances, gente passando, vendedores… Um lugar animado e vivo.

 

Logo ali também há diversas opções de bares, restaurantes, bistrôs… um mais charmoso que o outro. Dá vontade de parar em todos. Aliás, os que visitamos foram muito bons. Bem decorados, com atendimento primoroso e culinária bem feita. Nossas experiências gastronômicas em Liubliana foram impecáveis, desde o jantar no elegante Valvasor  (onde um casal da região, com sua filhinha, puxou assunto por estranharem a língua que falávamos) até o almoço no descolado Marley e eu, onde comemos desfrutando de música brasileira da melhor qualidade. Enfim, no centro histórico há muitas e muitas boas opções para uma refeição charmosa. Arrisque-se.

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Entre os pontos turísticos que visitamos, merecem destaque as pontes. Todas, mas em especial a Ponte Tripla, a do Dragão e do Açougueiro, com chão de vidro e linda iluminação à noite, onde fizemos como outros tantos casais e prendemos um cadeado lá, como “prova do nosso amor” (hã???? Ok, o ser humano é estranho mesmo…)E, seguindo por lá, passeamos pela Igreja de São Nicolau, pelo Mercado Central, pela Praça do Congresso, onde vemos a o  prédio da Filarmônica, a universidade e a Igreja da Santa Trindade. Passamos pelo prédio da prefeitura, pela Igreja de St James  e entramos no Museu da Cidade de Ljubljana, onde aproveitamos para aprender um pouquinho mais sobre o lugar e fugir um pouquinho do frio lá de fora.

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Mas o destaque mesmo é o Castelo. Tem que ir. Fomos duas vezes até lá. Na primeira vez, como ele era bem próximo da nossa pousada, subimos a colina a pé, no meio da bruma, até chegar lá em cima, num clima meio de terror. Como era muito cedo, o castelo ainda estava fechado. Descemos e resolvemos voltar mais tarde, subindo de funicular, na ponta oposta (ao nosso hotel) do centro histórico. É uma experiência interessante. O funicular é moderno e todo de vidro, o que permite que o visual de Liubliana de cima vá aparecendo aos poucos para você.

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Lá em cima, o Castelo está bem preservado, mas somente podemos visitar algumas partes. Outras são fechadas para eventos privados. Há também exposições de arte e, a parte mais interessante e histórica, é a caracterização da prisão, com gravações de gritos de prisioneiros, trazendo um pouco da história do lugar ao momento da visita. De resto, o visual lá de cima é lindo. Vale a pena.

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Bem, essa foi nossa visita à capital eslovena. Certamente pretendemos voltar. O astral do lugar é muito agradável e animado, mesmo no outono… Imagina no verão! E, certamente, ainda faltaram muitas atrações para vermos no restante do país. Foi uma ótima prévia, que somente me deu a certeza de que há muito mais para se conhecer numa próxima visita, como, por exemplo,  a ilhota no Lago de Bled, imagem que mais me chamou a atenção na reportagem que cito no primeiro parágrafo. Mas ela ficou como uma razão a mais para retornar à Eslovênia…

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Os lindos calanques de Marselha, França

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Quando pensamos em turismo na França, obviamente, a primeira imagem que vem à mente é a famosa Torrei Eiffel e outros ícones de Paris. Num segundo momento, aí sim, podem começar a pipocar na mente imagens de campos de lavanda, num cenário da Provence…

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Dificilmente, de primeira, se pensa em um passeio ao mar quando se fala em turismo na França. Mas a verdade é que um dos lugares mais bonitos que já visitei fica justamente na costa francesa, no coração da Provence, na maior cidade do sul da França. DSC02188 Marselha não é realmente, nem de perto, tão linda como outras famosas cidades francesas… Tem seu charme, obviamente, mas seu encanto não está mesmo na cidade, e sim no mar: nos Calanques, formações rochosas de calcário (por isso têm uma cor clara, tão linda) que emergem do mar de um verde/azul tão lindo. DSC02194DSC02209                     Quando visitei Marselha, era verão. O dia estava lindo, muito sol e sem nenhuma nuvem no céu… Coloquei um vestido bem fresquinho, branco e fui passear de barco. Não sabia eu que estava fazendo 18 graus, e que na beira do mar soprava um vento gelado cortante. Me embrulhei nas toalhas que havíamos levado, e seguimos caminhando até o Vieux-port, de onde saem os barcos turísticos para passear pelos Calanques. DSC02177 O vieux-port é o lugar turístico por natureza de Marselha. É ali que dá pra passear, comprar sabonetes e sachês com aroma de lavanda em uma feirinha super agradável, e, claro, almoçar ou tomar um café nos inúmeros restaurantes do velho porto. A imagem é bem charmosa: uma quantidade impressionante de pequenos barcos atracados e, ao redor, construções históricas charmosas. DSC02232 Mas não se deixe enganar pelo cenário idílico. Quando lá estive, enquanto almoçava em um desses restaurantinhos do vieux-port, após uma apresentação de capoeira que estava acontecendo ali próximo, na rua, uma pessoa começou a gritar, pois havia tido sua carteira roubada. DSC02229 Bem, mas vamos ao passeio aos Calanques. Em primeiro lugar, um aviso: se você enjoa fácil em barcos, não se esqueça de tomar um Dramin. O mar, devido ao vento que sopra da África, mexe e remexe a embarcação o tempo todo. Não sei se todos os dias é assim, mas, sinceramente, eu não arriscaria. Eu mesma esqueci de tomar o remédio e passei muito mal, várias vezes! DSC02222 O que não me impediu de aproveitar o visual incrível… Assim que o barco se afasta do porto, é possível ver a ilha onde está o Château d´If, a antiga prisão que inspirou Alexandre Dumas a escrever “O Conde de Monte Cristo”.  Há visitas guiadas para lá. Mas, como esse não era o objetivo do nosso passeio, o barco segue viagem e começam a surgir enormes pedras de calcário, algumas com disposições tão curiosas que criam praias semiprivadas, com um ou no máximo 2 barcos atracados . DSC02227 Há um ou outro restaurante no alto de algumas pedras, e também nos deparamos com pessoas que tomam sol mais à vontade no alto de um ou outro pequeno calanque… Cabe se perguntar como chegaram ali, quando não há nenhum barco atracado ali por perto… Percebo apenas como são felizes por terem um calanque particular para ficar se aquecendo ao sol da provence, com aquele mar tão lindo ao redor.   DSC02183

Reparação para pele muito ressecada

Chegou às minhas mãos um produto novo da La Roche-Posay que promete tratar da pele em locais onde ela é mais castigada, como as áreas dos cotovelos, pés e lábios: o Cicaplast Baume B5.

Na verdade, o produto pode ser usado no corpo todo, porém seu efeito é notado principalmente nestas regiões, que realmente precisam de uma hidratação mais intensa.

Seu concorrente mais popular é o Bepantol, sendo que, numa comparação entre os dois, embora sejam beeeeeem semelhantes, a consistência do Cicaplast me pareceu mais fácil de espalhar e também de ser absorvida pela pele mais rapidamente.

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Quanto ao poder reparador, também ficou fácil perceber que, em mais ou menos uma semana, já é possível notar uma bela diferença no local afetado.

Comecei a usar após passar uma semana no Texas, EUA, lugar super seco, e de onde voltei com as pernas e os pés bem ressecados. Foi ótimo. Em poucos dias, minhas pernas estavam novamente hidratadas e os pés com uma textura bem macia. Valeu a pena.

O Cicaplast não é minha dica para uma hidratação de corpo inteiro e nem para o dia a dia, mas é super útil, principalmente para aquelas regiões que estão realmente precisando de uma hidratada mais profunda e poderosa.

Outra dica que eu dou: aplicar no mínimo 2 vezes ao dia. Após o banho e antes de dormir, dois momentos importantíssimos. O primeiro, porque, com a pele úmida, a absorção do creme pela pele é melhor. E o segundo, porque o período noturno é um dos que mais sofremos desidratação.

Se decidir experimentar o produto, diga o que achou e qual foi sua experiência.

cicaplast amostra

Ah, aproveito para dizer que tenho 2 amostras deste produto, e que as primeiras pessoas que entrarem em contato através dos comentários, dando o email, receberão uma amostra do Cicaplast para experimentar. OBS: é fundamental deixar o email para eu poder entrar em contato para pegar o endereço de envio da amostra. #desafiocicaplast  #theinsidersbrasil

Docinho improvisado

Sabe aquele momento em que dá vontade de um docinho e não tem nada gostoso em casa?

Hoje eu vou ensinar uma receita super fácil e rápida, mas que, ainda assim, é bem saborosa e mata a vontade do doce.

Você só precisa ter em casa:

- pão de forma

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- creme de avelã image
- banana

 

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E como fazer esse doce improvisado? Simples! Tira a casca do pão de forma, amassa bem a fatia, de modo que ela fique bem fininha e quadradinha. Passa o creme de avelã e coloca sobre ela a banana em rodelas.

Enrola a fatia de pão de forma, como se fosse fazer um rocambole e prende com um ou dois palitos.

Coloque no forno por cerca de 5 a 10 minutinhos. O ideal é o forno já estar pré-aquecido, ok?!

Quanto retirar do forno, finalize com uma pitadinha de canela…

E, pronto! No improviso, está aí um docinho super rápido e que é uma delícia!

Minipavê de brigadeiro: simples e gostoso!

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Como sempre, venho trazendo uma receita boa, saborosa, porém rápida e fácil de ser feita. Mais uma daquelas com bom custo/benefício, digamos assim. Faz sucesso, sem que você tenha tido um trabalhão…

A receita, é importante dizer, não é minha. É da chef Fernanda Rosset, da loja de doces paulista Le Jardin Secret. Mas a idéia é tão, mas tão simples, que poderia sim também ter sido inventada por qualquer um de nós.

Para fazer o pavê de brigadeiro, você vai precisar dos seguintes INGREDIENTES:

Pro brigadeiro preto:

- 1 lata de leite condensado

-4 colheres de sopa de chocolate em pó

-2 colheres de sopa de manteiga

 

Pro brigadeiro branco:

- 1 lata de leite condensado

-2 colheres de sopa de manteiga

 

Pra farofa:

- 200g de biscoito maisena

- 2 colheres de sopa de manteiga

 

COMO FAZER:

Tanto o brigadeiro branco, como o preto, não há muito mistério… Coloque os ingredientes numa panela e vá mexendo até engrossar.

Fazer a farofa também é bem simples: amassa bem a manteiga com os pedacinhos de biscoito. Se você tiver um triturador, fica mais fácil. E aí leva essa parte do biscoito em micropedacinhos com a manteiga ao forno médio (180 graus) por cerca de 8 minutos.

 

COMO MONTAR:

Minha dica para esse doce é colocar em potes pequenos e de vidro, pois ficam elegantes e bem charmosos.

Vá intercalando as camadas. Uma de biscoito, uma de brigadeiro branco, uma de biscoito, outra de brigadeiro preto… e por aí vai.

Em cima, dá pra enfeitar com o que você preferir. Pode ser um morango, uma cereja, granulado, raspas de chocolate, pedacinhos de bombom…

Depois escrevam dizendo se fizeram e se gostaram!

Sobre gigantes e anões

Nascido no fim da 1ª Grande Guerra, em 1918, e falecido no fim do ano passado aos 95 anos, ele foi ganhador do prêmio Nobel, e contribuiu, indiscutivelmente, para o progresso humano no século XX.

Se à mente do leitor veio a figura de Nelson Mandela, deve saber que a descrição também se aplica ao bioquímico Frederick Sanger. Ambos nasceram no mesmo ano de 1918 com diferença de 1 mês (Mandela em julho, Sanger em agosto), e faleceram em 2013, igualmente, em meses consecutivos (Sanger em novembro, Mandela em dezembro). Mandela foi laureado com o Nobel da Paz em 1993. Sanger com o de química por duas vezes – em 1958, quando determinou a sequência peptídica da Insulina (hormônio cuja falta acarreta a doença diabetes mellitus), e em 1980, pela criação de técnicas de sequenciamento de DNA.


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Suas vidas, origens, e desafios que enfrentaram foram completamente diferentes. Um nasceu numa tribo sul-africana, engajou-se na luta política de um país disputado pelas potências europeias, foi preso por quase 3 décadas, e participou ativamente do movimento que pôs fim à segregação racial injuriosa do apartheid. O outro nasceu na Inglaterra, cedo apaixonou-se por temas científicos, teve a oportunidade de estudar sob uma metodologia chamada Plano Dalton, cujo escopo visava ao desenvolvimento da liberdade, iniciativa e autonomia dos discentes, e tornou-se um dos maiores cientistas de todos os tempos.

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O regime no qual Sanger desenvolveu seu potencial científico contrasta, radicalmente, com aquele que se tornou a razão da vida e luta de Mandela. Mas ambas as conjunturas ensejaram que seus protagonistas empurrassem a humanidade a um estágio mais avançado de civilização. Sanger estendeu as fronteiras do conhecimento, desvendando a estrutura química da vida. Mandela ampliou as da liberdade humana, derrubando o preconceito, o racismo e a hipocrisia.

Nestes meados de 2014, no entrementes das datas em que se comemorariam os 96 anos dos dois personagens, a importância de suas trajetórias é aqui lembrada em deferência aos que se dedicam, de forma construtiva, ao progresso do homem na Terra.

No mesmo instante em que esta homenagem é aqui registrada, escreve-se, em outra parte do globo, mais um triste capítulo da História. Trata-se do conflito na Faixa de Gaza que já ceifou a vida de cerca de 50 soldados israelenses, e mais de 1500 civis palestinos, dentre os quais muitas crianças, mulheres e idosos. É fato difusamente conhecido que vários mísseis de Israel já atingiram escolas e hospitais, sob a justificativa de os locais abrigarem terroristas do Hamas, e sob a auto-eximição de os mesmos usarem a população como escudo humano.

Em meio às críticas que Israel recebeu da comunidade internacional (incluindo as de aliados, como os EUA), foi particularmente interessante sua reação à do Brasil, que convocou seu embaixador no país. Chamou, através de seu porta-voz, o país de “anão diplomático”, e de parceiro “irrelevante”.

O menoscabo público e oficial na referência a um membro da ONU com quem, historicamente, manteve laços de amizade, denota o grau de respeito que Israel dedica a quem dele discorda.

Mandela certa vez disse que sonhava com o dia em que todos se levantariam e compreenderiam que foram feitos para viver como irmãos. Sanger, certa feita, ao recusar uma distinção que lhe foi oferecida, respondeu: “A knighthood makes you different, doesn’t it, and I don’t want to be different!”. Tarde demais… Enquanto se discute a definição do que seja desproporcional, 7×1 no futebol, ou 50 contra 1500, a relevância gigante das memórias de Frederick Sanger e Nelson Mandela se opõe à moralidade anã dos promotores da desgraça de Gaza.