A Romântica Paris (sob um outro ponto de vista…)

DSC04947

Exímia escritora, minha esposa é notoriamente proveniente de uma família ligada às letras, haja vista como bem se utiliza da Metáfora e daquela outra figura de linguagem conhecida como Eufemismo.

No dia em que chegamos de trem à Paris, havíamos vindo de Zurique, cidade belíssima, limpa e organizada. Melhor ainda, nem um pouco tumultuada! Acordáramos cedo e, ansiosos para aproveitarmos aquela manhã que nos restara (passamos somente 1 dia na Suíça), andamos MUITO antes de fazermos o check out do hotel e seguirmos para a estação de trem A PÉ (!!!) com nossas pesadas malas! (Minha esposa, definitivamente, não sabe ser econômica ao fazê-las para viajar.)

A chegada à linda Paris foi como descrito por ela em seu post – trânsito, muito trânsito, nos arredores do nosso hotel.

Corajosos e animados, saímos novamente a pé, embora meus joelhos começassem a dar sinais de fadiga! Andamos até o famoso Louvre, à frente de cuja entrada o oceano de gente era assustador!

Os descritos vendedores ambulantes não nos largavam um só minuto, decerto experientes quanto ao estilo consumista de nós brasileiros. Venciam sempre, apesar de meus protestos e olhares de reprovação à minha esposa, que sempre inventava novos nomes para distribuir, quando chegasse ao Rio, as miniaturas de Torre Eiffel que acumulava na bolsa.

DSC04912DSC04920

Percorremos o enorme museu inteiro (ou quase) admirando as obras de maneira en passant. Era muito conteúdo para pouco tempo! Certamente, uma das menos interessantes foi a disputada Mona Lisa, onde a aglomeração se acotovelava para enxergar alguma coisa.

Exaustos, saímos de lá para aí então ANDAR, ANDAR e ANDAR pelo jardim das Tulherias e Champs Elysees até o Arco do Triunfo, ao qual chegamos com meus joelhos em chamas!!

Loucos por ver a bela vista lá do alto, descobrimos já no término da fila que o elevador QUEBRARA!!! Olhei angustiado para as minhas patelas, que pareciam me encarar horrorizadas com o que eu estava prestes a fazer.

DSC05003DSC04976IMG_0408

 

Fiz! Subi e desci do Arco do Triunfo pela vertiginosa escadaria, após contemplar a magnífica visão que se tinha da Torre Eiffel e do resto da cidade. O retorno ao hotel, para completar o sofrimento do dia, foi feito a pé.

No manhã seguinte, meus joelhos e eu acordamos de Mal. Pouco adiantou ir à Torre Eiffel de metrô, pois logo que chegamos, subimos de escada até o segundo andar da base (que é altíssimo).

Linda vista, belas fotos, e um (mais ou menos) bom almoço, e lá estavamos nós de novo andando pela cidade.

IMG_0515No 3o dia também andamos (MUITO) pelo Palácio de Versailles. Aqui vale um comentário especial. Foi, talvez, a construção humana mais impressionante que eu já vi em viagens. Gigante, opulento, magnífico! Não há palavras para descrevê-lo!!DSC05148

O outro passeio citado por ela em seu post, a Ópera de Paris, também teve bem menos romance do que possa ter parecido. Logo à frente da entrada presenciamos duas garotas ciganas tentando roubar a carteira de um japonês desavisado. Não sei se era japa mesmo, ou se o sujeito era de algum outro país oriental de olhos puxados, mas eles parecem mesmo ser os únicos turistas que não percebem os incontáveis avisos de “Cuidado com os pickpockets” espalhados pela cidade.

Enfim, saí de Paris com a certeza de que se a cidade é encantadora para os casais, é também desapontadora para a relação com as nossas próprias pernas.

 

2 Responses to A Romântica Paris (sob um outro ponto de vista…)

  1. simone disse:

    Mas, lembrando sempre: andar faz bem!!!!! rsrsrsrs

  2. Silvia disse:

    Definitivamente, tudo é uma questão de ponto de vista!!!!!! Mas que se anda muito naquela terra, ah, isso é verdade!!!!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *