MEU NAMORADO É UM ZUMBI

Sabe quando você vai ao cinema  apostando que o filme que você vai ver é uma besteira?

Pois então, com este título tétrico – Meu namorado é um zumbi! – , claro que fui já tendo certeza de que o filme seria uma bobeira do início ao fim!

Pois eis que, logo nos primeiros 5 minutos de história, percebi que poderia estar diante de um filme que, dependendo do ângulo certo, renderia várias reflexões.

Não posso falar muito pra não estragar a história. Mas se eu relatar aqui a sinopse, você vai concordar comigo: o filme parece uma besteira sem igual!

A história fala de um zumbi (já reparou como os roteiristas adoram zumbi, vampiros e ETs???!!!) que vive entre outros zumbis numa espécie de aeroporto abandonado. Um dia ele conhece uma moça, filha do cara que quer exterminar totalmente os zumbis. Ela entra esta região onde os zumbis vivem pra pegar medicamentos (?). Mas aí tem um ataque de zumbis aos humanos. E um dos zumbis salva esta moça e a leva para dentro do avião (?) onde ele mora. Ele começa a desenvolver um tipo de relação com ela enquanto a mantém presa. A partir daí, eles começam a se envolver e o zumbi começa a sofrer mutações humanas. Ok. É mais ou menos isso. Nem vou entrar no mérito de que existem ainda umas “caveiras” que comem os zumbis. Oh, céus!

Vamos lá: em primeiro lugar, não sou crítica oficial de cinema. Andei lendo na internet o que o pessoal achou deste filme. A maioria criticou feio.  Definitivamente, não viram o que eu vi. O que vi foi um filme com uma história de amor super bonitinha, e a demonstração de como o amor pode transformar não somente uma pessoa, mas uma população. No caso do filme, o amor estava transformando toda a população zumbizesca!

Além disso, mostra o quanto é difícil aceitar e conviver com aquele que é diferente, embora, com boa vontade, esta convivência seja possível. Pra finalizar, mostra ainda que, por mais que se tente, há aqueles que nunca mudarão (no caso do filme, os “caveiros”).

No fundo, o que nos diferencia de um zumbi? É o colorido de se estar vivo, recheado de sentimentos e interações. Pode ser que eu estivesse muito filosófica  no momento em que assisti ao filme e tenha visto até o que não existia? Ok,  pode. Mas, o que eu quero dizer é que, com boa vontade, este filme pode facilitar um pouco algumas das reflexões mais legais que a gente pode ter após ver um filme de zumbi.

OBS: ok, se mesmo assim você não se convenceu a ver o filme, assista ao menos pela trilha sonora. Faz toda a diferença! Já vi filmes médios que ficam excelentes pela exata escolha das músicas nos momentos certos. Já vi filmes muito bons que pecam pela falta de uma boa trilha sonora adequada aos momentos específicos. Na boa? A trilha sonora, pra mim, é 30% de um filme. 10% são os atores, 10% a fotografia, e os outros 30%,o roteiro.

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