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Literatura Feminina: os deliciosos livros de Chick Lit!

Se você curte a deliciosa Chick Lit, ou melhor, a atualíssima literatura feita por meninas de 30 para meninas de 30 (sendo aí a idade apenas um referencial, jamais um impeditivo! Conheço meninas de 30 que têm 18 anos e meninas de 30 de quase 70!), bem, já ouviu falar de Sophie Kinsella e Marian Keyes.

 

Elas são escritoras ativas, publicando mais ou menos um livro por ano, nos últimos tempos. Todos com uma leitura gostosa, boa, como se a autora estivesse mesmo ali, do seu lado, te contando a história. Confesso que sou fã! Das duas! Embora cada uma tenha seu estilo. Sophie, mais engraçada, coloca suas personagens em situações escalafobéticas! Marian aprofunda questões difíceis de serem abordadas, com muita emoção e sem perder o humor.

Acontece que hoje, na verdade, vou falar de outros livros, de autoras não tão conhecidas, mas que eu acabei de ler e gostei bastante. Uma segue a tradição das ótimas autoras da Grã Bretanha, a outra é, que ótimo!, brasileira.

O livro Os E-mails de Holly é muitooooo grande! Como tem mais de 700 páginas, é pesado e não dá para levar pra todo lugar (como eu geralmente gosto de fazer). Ele é uma boa motivação pra começar a comprar e-books, ou seja, a sua versão eletrônica! Não é um livro tradicional. A história é contada através da caixa de mensagens de e-mail de uma mulher chamada Holly Denham. Meu medo era que, por ser assim, pudesse ficar um pouco superficial. Acredite: não fica. É um livro gostoso de ler, leve (no sentido simbólico da palavra, pois o livro, por ter muitas páginas, peeeeesa!!!), interessante, e chega a ter até um suspensezinho pequenininho perto do final. Eu gostei. E recomendo.

     O outro livro é da brasileira Fernanda Saads, As Confissões de Laura Lucy. O título já remete um pouco ao primeiro livro publicado no Brasil da Sophie Kinsella , Os Delírios de Consumo de Becky Bloom. A capa lembra mais ainda: uma moça carregando  sacolas. Comece a ler e verá que há muitas passagens em que se nota a influência sempre presente da escritora europeia. E isso é ruim? Nem um pouco! Ao contrário, acho ótimo termos também em território nacional uma brasileira, paraibana, se aventurando neste mundo delicioso e tão cheio de fãs, que é a Chick Lit. O livro é de fácil leitura, rápido de se ler, interessante, e com uma história de romance que qualquer “menina de 30” adora! Tem umas situações que poderiam até render mais tempo de escrita, mais desenvolvimento de determinadas partes. Enfim, mas este deve ser o primeiro livro do gênero da autora e, por isso, imagino que ela ainda vai amadurecer mais seu modo de escrever, se tornando cada vez mais natural. Mesmo assim, este é um livro muito bom de se ler! Não larguei até que o tivesse terminado! E já estou sabendo que ela publicou um outro, cujo título é Do Seu Lado, acho que em julho deste ano. Nem preciso dizer que já está na minha lista das minhas próximas compras.

Não conheço a Fernanda Saads, mas a admiro muito!Fernanda, obrigada por escrever literatura feminina! Estava mesmo faltando uma de nós para suprir este mercado aqui no Brasil! Vai em frente e eu espero que você se empolgue e escreva muitos e muitos livros para nós, meninas de 30!

E, no momento, há dois dias para ser mais exata, comecei a ler o livro Encontro às Cegas, da argentina Carolina Aguirre. Também fiquei feliz pela autora ser mais daqui de pertinho da gente, uma hermana, como se costuma dizer. Ainda estou na página 80 (ele tem 316 páginas), mas posso  dizer que já estou gostando. Muito bom saber que este segmento tem se espalhado e feito nascer talentos ao redor do globo.

Que venham muito mais livros para nós, meninas de 30, pelos próximos 30 anos, pelo menos!

Fã de carteirinha…

Essa minha dica de hoje é para todas as mamães com bebês pequenos que assim como eu devem ter se perguntado em algum momento “quando poderei ir ao cinema outra vez?”, a resposta está aqui www.cinematerna.org.br. Fiquei conhecendo essa maravilhosa iniciativa através de uma amiga há um/dois anos atrás, quando ela estava com sua bebê ainda de colo. Depois que nossa pequena nasceu já fomos a várias sessões, inclusive com o papai, que também adora!

 

O CineMaterna nasceu da iniciativa de uma mãe cinéfila que após o nascimento de seu primeiro filho sentia muita falta de ir ao cinema e um dia decidiu ir e contou maravilhada o ocorrido a outras mães em um grupo de discussão na internet. Elas então decidiram se organizar e 10 mães com seus bebês quase recem-nascidos (tinham entre 20 dias e 4 meses) “invadiram” um cinema para a primeira sessão batizada de CineMaterna, em fevereiro de 2008. Esse programa foi um sucesso e esse encontro de mães e bebês virou uma atividade semanal para essas mães, que entre amamentação e fraldas conseguiram retomar sua vida cultural e, ao mesmo tempo, trocar experiências da maternidade. Uma rede de cinemas acolheu a idéia e reconhecendo o valor dessa super iniciativa fez em agosto do mesmo ano a estréia oficial da 1ª sessão amigável para bebês. Assistam ao vídeo onde mães e a criadora dão seus depoimentos.

 

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=I5BeCDyUt24]

 

Quando contamos que fomos e vamos ao cinema com a pequena, as perguntas que nos fazem são quase sempre as mesmas: “e o som? o ar-condicionado? ela fica quietinha?” etc. As sessões são todas idealizadas para o conforto das mamães e claro de seus bebês. O som é mais baixo (nosso primeiro filme foi “Os Vingadores”, pura ação e barulheira, mas nossa pequena ficou super tranquila), a sala fica numa espécie de penumbra (meia luz) para que as mães possam se movimentar pela sala, o ar-condicionado é regulado para que não fique muito frio e existem trocadores dentro das salas. Depois das sessões rolam os “cafés”, marcados em algum café próximo a sala de cinema, onde as mães se encontram para um bate papo. Resumindo, é um barato e vale demais essa experiência! Mais do que recomendo!!

 

No site oficial é possível ver as cidades, os cinemas, horários e os filmes da semana!

 

Abraços!!

 

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