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Refletindo sobre a saúde no Brasil

O texto que quero publicar aqui hoje não é meu. É de uma colega, profissional de saúde, mulher, médica. Vale a pena compartilhar. Não é preciso que se concorde, mas vale a pena pela reflexão.

Acho complicado falar do governo. É um tema profundo demais para meu parco conhecimento.  Mas não consigo ficar calada diante da proposta de trazer médicos estrangeiros para trabalharem no Brasil. Não acharia nada demais se aqui não houvesse médico suficiente para dar conta da população. Mas isso não é verdade. No Brasil, atualmente, de acordo com o Conselho Federal de Medicina, existem dois médicos para cada mil habitantes. No sudeste, já se alcança o número de 2,67 médicos por mil habitantes. A proporção é praticamente a mesma de lugares de referência, como o Reino Unido que conta com 2,7 médicos para cada grupo de mil habitantes, sendo o país que registra o maior sistema de saúde público de caráter universal, depois do Brasil.

Já que é assim, vamos pensar porque não está funcionando?

O que ocorre é, de fato, uma má distribuição dos profissionais. Há regiões, em especial do norte e nordeste, em que realmente faltam médicos. Será que ninguém nunca se perguntou por quê? Me arrisco a sugerir ao governo que, ao invés de importar profissionais do exterior, experimente oferecer um salário compatível com a responsabilidade dessa profissão, um plano de carreira na área pública e condições adequadas de trabalho. Aos médicos. Brasileiros, por favor. Será que não mudaríamos a situação da saúde nessas regiões?

Já falei demais. Vamos ao texto que a médica, moradora do estado do Rio de Janeiro,
Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso (CRM-RJ 822370), escreveu:

Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei.

Não contei a ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, “do trauma”, médica “chatinha”, preceptora “bruxa”, que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.


Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse “não é para mim, é para o meu pai, uma maca”. Como eu faria. Como você. Como nós.


Pensei “meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu… Nãoooo….. Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui”.
E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.


Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse “por que não me falou, levava no privado, Juliana!” Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.


Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor, ele me pergunta: “e você confia?”. “Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim.”


Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.


Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.
Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.


Não tenho palavras para descrever o que penso da “Presidenta” Dilma. (Uma figura que se proclama “a presidenta” já não merece minha atenção). Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi. A ouvi dizendo que escutou “o povo democrático brasileiro”. Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. “Qualidade”… Ela disse.


E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil…. Para melhorar a qualidade….?


Sra “presidenta”, eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade. Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.


O dia em que a Sra “presidenta” abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.


Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência. Somos quase 400mil, não nos ofenda.

Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

 

Hoje, eu chorei de novo.

 

Agora veja esse vídeo. Vale a pena. É bonito. É emocionante. E real.

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O verdadeiro SEXO FRÁGIL

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Em agosto de 2009, o Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que visa a prover atenção mais qualificada à população masculina adulta.

A razão dessa recente preocupação é bastante evidente quando se observam alguns dados. E é extremamente notável e interessante que tal política tenha surgido posteriormente a várias outras, como ao Programa de Assistência Integral à Saúde das Mulheres, de 1984, ao Programa de Assistência Integral à Saúde das Crianças (do mesmo ano), bem como às políticas voltadas: às populações indígenas (lançada em 2002), aos idosos (de 2006) e à população negra (de 2007).

Vários estudos realizados no último decênio têm demonstrado que os homens são mais suscetíveis do que as mulheres ao adoecimento, sobretudo quando se trata de doenças crônicas. Eles têm, ainda, menor expectativa de vida e buscam atendimento médico menos frequentemente do que as mulheres. Quando o fazem, geralmente estão num estágio mais avançado da enfermidade, quando obviamente são menores as possibilidades terapêuticas.

Pesquisas qualitativas identificaram dois tipos de barreiras entre a população masculina e os serviços de saúde. A primeira diz respeito ao aspecto sócio-cultural. Ainda vivendo em uma sociedade patriarcal, são os homens tradicionalmente criados sob o estigma de seu atributo de superior força física e, portanto, maior resistência. É-lhes penoso reconhecer traços de fraqueza ou vulnerabilidade. Depender de outrem, ou perder a posição de provedores em suas unidades familiares acarreta-lhes amiúde maior sofrimento psíquico do que às mulheres em situação semelhante.

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O homem resiste mais em reconhecer a doença como inerente à sua condição biológica, e tende a ter a ideia de que o cuidado pessoal é algo tipicamente feminino. Isso se soma ao segundo tipo de barreira, conhecida como institucional. Os horários disponíveis para consultas médicas não raro coincidem com os dias úteis nos quais se desempenham as atividades laborativas, o que serve de pretexto para evitá-las. Outro fator que contribui para não se criar a cultura da avaliação clínica regular é que as estratégias de comunicação de nosso sistema de saúde têm se voltado sistematicamente para outras parcelas da população, tais quais mulheres, idosos e crianças, historicamente consideradas mais frágeis.

As estatísticas do Ministério da Saúde também mostram que há maior percentual de homens do que de mulheres dentre os dependentes de álcool e de drogas, bem como que são eles os mais vulneráveis à violência urbana. São os maiores envolvidos em acidentes de trânsito fatais, e predominam sobre as mulheres dentre os portadores de deficiência física e mental.

Já não era, portanto, sem tempo, que nosso sistema de saúde criasse mecanismos de direcionar ações específicas a tal segmento da população.

doc4Você, caro leitor, que finaliza agora esse post, tente lembrar a última vez que fez um check up com seu médico. E analise se não tem negligenciado sua própria saúde em algum aspecto.

Um abraço e até a próxima!

Autoexame da Tireoide

A tireoide é uma glândula endócrina, responsável pela produção dos hormônios T3 e T4, essenciais para manter o bom equilíbrio do organismo humano. Por exemplo, eles ajudam a controlar os batimentos cardíacos, a temperatura corporal e o metabolismo. Por isso mesmo, se o funcionamento desta glândula está desregulado, o corpo todo sente.

Este pequenino órgão localizado na parte anterior do pescoço já rendeu até um Prêmio Nobel de Medicina ao cientista Theodor Kocher, em 1909, por ter feito todo um trabalho de pesquisa sobre a fisiologia, as patologias e as cirurgias da glândula tireoide. E você sabia que existe até mesmo uma data comemorativa para esta pequena, porém muito importante, parte do corpo? Isso mesmo, o dia 25 de maio é o dia internacional da Tireoide. Mas o cuidado com ela deve acontecer todos os dias, em especial entre as mulheres.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos apresentam algum problema na tireoide. E nas que estão acima de 60, 2 em cada 10. Entre os probleminhas mais frequentes estão: o hipertireoidismo, o hipotireoidismo e os nódulos de tireoide (malignos ou não).

E, por isso mesmo, quem está sempre de olho no espelho para ver ruguinhas e celulites, deve agora prestar atenção também no pescoço e fazer o autoexame da tireoide. É bem simples, mais fácil ainda que o autoexame da mama, já tão bem divulgado.

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Você precisará de: um espelho, um copo de água e bastante atenção.

  1. De frente para o espelho, localize com os dedos o local da tireoide. Fica logo abaixo do chamado “pomo-de-adão”.
  2. Beba um gole de água e engula. Você vai ver que a glândula sobe e desce com este ato de engolir.
  3. Agora sinta este movimento com os seus próprios dedos. Verifique se consegue detectar se há algum nódulo, inchaço, caroço, ou qualquer assimetria. Repita várias vezes se houver dúvida.  Se sentir que há qualquer alteração, procure um endocrinologista.

Como um cuidado a mais com a sua tireoide, você também pode incluir na sua dieta alguns alimentos que ajudam a mantê-la funcionando direitinho. São eles:

A)     Algas Marinhas

B)      Quinua

C)      Castanha-do-Pará

D)     Óleo de Peixe (encontrado no atum, na sardinha e no salmão)

E)      Leite e derivados

F)      Gema de ovo

G)     Carne vermelha

H)     Laranja

Para finalizar, uma curiosidade: a palavra tireoide vem do grego, da junção dos termos thyreós (escudo) e oidés (forma de), já que a glândula lembra um pequenino escudo em seu formato. Sua descoberta aconteceu em 1656 pelo anatomista Thomas Wharton, que acreditou inicialmente que o órgão possuía somente uma função estética, servindo apenas para modelar o pescoço.  Mais tarde é que se chegaram ao conhecimento da sua verdadeira e importante função para o corpo humano.

 

 

 

HUMANIZAÇÃO DA SAÚDE

 

Imagem retirada da cartilha de humanização do Ministério da Saúde

 

Ao ser criado, há mais de vinte anos, o SUS provocou uma verdadeira revolução no sistema de saúde brasileiro. Hoje, parece óbvio que todos temos direito à saúde. Por mais que seja frequente a reclamação de que o nosso serviço de saúde poderia ser bem melhor, é comum que os mais jovens se espantem ao saber que há muito pouco tempo não era “qualquer um” que poderia ser atendido em um hospital. Tal estranheza ocorre porque já internalizou-se que “saúde é direito de todos e dever do Estado.

Com o passar dos anos, observação direta do novo modelo e incessante busca do aprimoramento, não tardou a surgirem questões a serem trabalhadas. A Política Nacional de Humanização iniciou sua trajetória em 2003, clamando pelo comprometimento de todos os envolvidos – gestores, trabalhadores, usuários – com a Humanização do nosso sistema de saúde.

Num cenário atual contraditório, onde o avanço tecnológico em exames, por exemplo, caminha de mãos dadas com a burocracia, parece normal que haja precária interação entre equipes e despreparo para lidar com a dimensão subjetiva da atenção à saúde e tudo o que a envolve. Neste contexto, vem a necessidade de a Humanização ser vista como Política de Governo e não como um “programa”. Assim, perpassa todas as ações e instâncias de efetuação, traduz princípios e maneiras de atuar nas relações da rede SUS e se pauta na construção de trocas solidárias, onde a produção de saúde e sujeito é vista com a mesma importância.

Humanização, então, é entendida como aumento da co-responsabilidade neste processo e, principalmente, como promotora de mudanças na gestão e na cultura da atenção aos usuários; se fundamentando na troca e construção de saberes, no diálogo, no trabalho em equipe e na consideração de que seres humanos têm necessidades, desejos e interesses que devem ser respeitados. De um modo geral, a Política Nacional de Humanização do SUS passa a ser o reconhecimento político de que um sistema de saúde é planejado e realizado por seres humanos para atender a seres humanos, não podendo desconsiderar o sujeito envolvido no processo.

Ao atuar em diversos eixos, a PNH difunde sua estratégia e procura colher os resultados em todas as esferas da sociedade. Para isso, propõe parâmetros que precisam ser seguidos tanto na Atenção Básica como em unidades de Urgência e Emergência (e similares), sem esquecer da Atenção Especializada e da Atenção Hospitalar, tendo esta última três níveis de referência (C, B e A) como padrões para adesão à PNH. Todos os parâmetros estarão embasados na valorização do ser humano, otimização do atendimento, ampliação da escuta entre equipe e população, promoção de ambiência acolhedora, aumento da gestão participativa, entre outros.

Sabemos que este é um longo caminho. Humanização na saúde engloba, além de mudanças de atitudes, modificações também na maneira de pensar. O usuário, a sua família, devem ser recebidos em qualquer unidade de saúde da melhor forma possível. O serviço existe para eles. Por outro lado, uma equipe em condições precárias de saúde (pesquisa divulgada no Jornal do Cremesp em 2001 revela que 11% dos óbitos de médicos entre 24 e 39 anos deve-se a suicídios, número altíssimo, já que entre outros profissionais o número é de 5% e na população em geral é de 3%) tem mais dificuldades em promover saúde.

A Política Nacional de Humanização do SUS é um desafio que precisa ser acreditado, lembrado e relembrado dia após dia.  Cada vez que nos depararmos com doentes sem atendimento médico em macas frias, duras, sem colchão. Sempre que palavras de baixo calão forem dirigidas a profissionais de saúde por usuários mal tratados e vice-versa. Sempre que a vaidade impedir o senso de equipe. Toda vez que a verticalização se sobrepuser à “horizontalização”.  A cada momento em que o desrespeito ferir mais que a ferida que já está aberta. Sempre que o técnico de enfermagem ou o médico tiver que dormir no chão de um hospital para passar a noite de plantão porque para ele também não há a maciez de um leito, será importantíssimo reforçar os fundamentos da PNH. É uma política. Não é sugestão.

E um dia ela será tão natural, tão evidente, que causará espanto em algum jovem que, ao estudar a história do sistema de saúde no Brasil, descobrir que, sim, houve uma época em que faltava humanidade na atenção à saúde de seres humanos.

 

A IMPORTÂNCIA DAS VITAMINAS

As vitaminas e sais minerais constituem os chamados MICRONUTRIENTES, pois são necessários em pequenas quantidades na dieta já que não são (ou são insuficientemente) produzidos pelo organismo. Eles participam das mais diversas e complexas reações bioquímicas do metabolismo celular. Os MACRONUTRIENTES são constituídos pelos CARBOIDRATOS, PROTEINAS E LIPÍDIOS, necessários em quantidades maiores na alimentação por fornecerem energia e fazerem parte de nossa constituição orgânica.

Classificam-se as vitaminas em HIDROSSOLÚVEIS – vitaminas do complexo B e vitamina C,  e LIPOSSOLÚVEIS – Vitaminas A, D, E e K.

A seguir, um breve resumo de onde encontrar e de o que causa a deficiência das vitaminas:

 

TIAMINA (VITAMINA B1)

FONTES: CARNE DE VACA E DE PORCO, LEVEDURAS, LEGUMES, GRÃOS INTEGRAIS E NOZES.

Diferente do que muitos pensam, arroz moído ou grãos contêm pouca ou nenhuma Tiamina!

Chá, café e peixe cru podem diminuir as reservas corporais!

 

A DEFICIÊNCIA causa: Beribéri- cardiomegalia, edema, fraqueza e perda muscular, alterações neurológicas e oftalmológicas com perda de memória e alterações motoras.

OBS: O ALCOOLISMO representa a principal causa de deficiência.

 

RIBOFLAVINA (VITAMINA B2)

FONTES: CARNE MAGRA, PEIXE, OVOS, BRÓCOLIS, LEGUMES, CERAIS

 

DEFICIÊNCIA: Lesões cutaneomucosas – lÍngua roxa, queilose, estomatite angular; alterações de personalidade e anemia

 

NIACINA (VITAMINA B3)

FONTES: FEIJÃO, LEITE, CARNE E OVOS. A FARINHA DE TRIGO é enriquecida com niacina livre e tem excelente biodisponibilidade.

 

DEFICIÊNCIA: causa o famoso Pelagra – perda de apetite, fraqueza, irritabilidade, dor abdominal, vômitos inicialmente. E, ainda, dermatite, diarreia e demência.

 

 

ÁCIDO PANTOTÊNICO (VITAMINA B5)

FONTES: ONIPRESENTE NA ALIMENTAÇÃO – FÍGADO, GEMA DE OVO, GRÃOS INTEGRAIS, VEGETAIS são paticularmente ricos

 

DEFICIÊNCIA: alterações gastrintestinais, depressão, cãibras, parestesia (sensação de queimação e formigamento), ataxia

 

PIRIDOXINA (VITAMINA B6)

FONTES: LEGUMES, NOZES, FARINHA DE TRIGO, CARNES (mais biodisponível nestas)

 

DEFICIÊNCIA: Convulsões, alterações neurológicas, depressão, anemia

 

ÁCIDO FÓLICO (VITAMINA B9)

FONTES: VÍSCERAS, FEIJÃO, VEGETAIS, FOLHAS VERDES, LEGUMES, GRÃOS INTEGRAIS

 

DEFICIÊNCIA: Anemia, depressão, glossite

 

CARNITINA (VITAMINA B11)

FONTES: CARNES, PEIXES, LATICÍNIOS

 

DEFICIÊNCIA: Rara – fraqueza muscular, cansaço, manifestações cardíacas

 

VITAMINA B12 (COBALAMINA)

FONTES: FÍGADO, CARNE DE VACA, OVOS, OSTRA, PEIXES E CEREAIS ENRIQUECIDOS

 

DEFICIÊNCIA: Anemia, demência, alteração de marcha e perda de sentido vibratório, perda de controle de bexiga e intestino

 

 

VITAMINA C (ÁCIDO ASCÓRBICO)

FONTES: FRUTAS CÍTRICAS, VEGETAIS VERDES, TOMATES, BATATAS

 

DEFICIÊNCIA: causa escorbuto – sangramento cutâneo, gengiva inflamada e hemorrágica, prejuízo à formação óssea de crianças

É MAIS COMUM em pessoas pobres e idosas, ALCOOLISTAS e indivíduos que consomem DIETA MACROBIÓTICA

 

 

BIOTINA (VITAMINA B7 OU B8)

FONTES: FÍGADO, RIM, SOJA, FEIJÃO, LEVEDURA, GEMA DE OVO

 

DEFICIÊNCIA: depressão, alucinações, parestesia, anorexia, náuseas. Hipotonia e letargia em lactentes

 

COLINA

FONTES: GEMA DE OVO, GERME DE TRIGO, CARNE

 

DEFICIÊNCIA: ESTEATOSE HEPÁTICA (gordura no fígado), CIRROSE, FALTA DE COORDENAÇÃO MOTORA, LESÕES DO MÚSCULO E RIM

 

FLAVANOIDES

FONTES: FRUTAS, LEGUMES, VERDURAS COMO BRÓCOLIS, COUVE, ALHO-PORÓ, CEBOLA

 

DEFICIÊNCIA: Como é antioxidante, previne doenças degenerativas, diabetes e osteoporose

VITAMINA A

FONTES: FÍGADO, PEIXE E OVOS, VEGETAIS COZIDOS (isso a libera para absorção)

 

DEFICIÊNCIA: cegueira noturna, xeroftalmia (secura nos olhos), suscetibilidade a diarreia, disenteria, doença respiratória, alterações do paladar, audição e olfato

 

VITAMINA D

FONTES: Fígado, óleo de peixe e gemas de ovos possuem, mas O ORGANISMO PRODUZ. E a exposição ao Sol é necessária para conversão à forma ativa na pele

 

DEFICIÊNCIA: Ocorre em países onde há baixa radiação solar (não é o nosso caso). Gera Raquitismo nas crianças e osteomalácia nos adultos

 

VITAMINA E

FONTES: Amplamente distribuída. Óleo de girassol, germe de trigo, óleo de milho, açafrão

 

DEFICIÊNCIA: Rara. Alterações neurológicas, perda de sensibilidade vibratória, alterações de marcha e reflexos

 

VITAMINA K

FONTES: VEGETAIS VERDES FOLHOSOS – COUVE, ESPINAFRE; ÓLEO DE OLIVA, CANOLA E SOJA

 

DEFICIÊNCIA: Distúrbio na coagulação – sangramento cutâneo e cerebral

 

 

Em suma, meus amigos, basta ter uma refeição equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas. Sem deixar de lado uma adequada proporção de carnes e carboidratos. Abaixo a Pirâmide Alimentar da OMS que todos devemos seguir…