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Sorvete light de banana

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Acho que eu nem preciso dizer que banana é minha fruta preferida.

Basta ver que já postei outras vezes receitas com esta que é a fruta perfeita: não tem caroço, é fácil de descascar, vale por um doce e não precisa nem lavar.

Para completar, durante o ano inteiro achamos fácil nos mercados e ainda é barata. Daí a expressão “a preço de banana”, quando queremos dizer que algo não é nada caro.

Ok, declaração feita às bananas, vou explicar a receita que hoje eu trago para com vocês:

 

Ingredientes:

  • 4 bananas maduras
  • 1 copo de iogurte grego
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1 pitada de canela (se desejar)

 

 

Modo de Fazer:

Fácil demais! Basta bater todos os ingredientes no liquidificador e, quando estiver numa consistência parecida com a de um sorvete, colocar num pote tampado e guardar no freezer e deixar congelar.

 

DICA: Uns minutinhos antes de servir, o ideal é deixar um tempinho em temperatura ambiente.

E por que esta receita é tão boa?

Porque é light e nutritiva. Porque é gelada, ideal para o verão. E ainda é rápida e simples de fazer. E pessoa nenhuma merece ficar sofrendo dentro do calor de uma cozinha para fazer uma sobremesa rebuscada – e às vezes nem tão saborosa! – quando está um dia lindo lá fora.

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Fenilcetonúricos, contém fenilalanina

A mais recente decisão do Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão sobre os tais embargos infringentes refletiu com exatidão a mentalidade do país: Somos um país que protela. Seja através dos incontáveis recursos do sistema jurídico, seja pela exaustiva burocracia para resolver as coisas mais simplórias, fazemos parte de uma nação de procrastinadores.

O ministro Lewandovski resumiu essa tendência, com perfeição, em uma pergunta simples durante uma de suas excitantes discussões com o ministro Joaquim Barbosa.

“Do que temos pressa?”, questionou ao ser incitado a ser menos prolixo em seus comentários em favor dos réus.

 

Bem, política à parte, o assunto que desejo abordar neste post é outro. Uma enfermidade de que muitos ouviram falar, mas sobre qual, creio, nem todos sabem muita coisa: a Fenilcetonúria!

Quem nunca leu nas latas de refrigerante a frase: “Fenilcetonúricos, contém fenilalanina”? Você sabe o que isso significa? Pois bem, vamos lá!

Essa frase nada mais é do que um aviso aos portadores dessa doença. Como se o fabricante do refrigerante dissesse: “Ei, vocês que são fenilcetonúricos, que são portadores de fenilcetonúria, esse produto contém fenilalanina! Não o bebam!”

Mas o que é fenilalanina? E por que quem tem a doença não pode ingeri-lo?

Como gosto de História, e bioquímica é um pouco maçante mesmo pra quem é da área, vou voltar um pouco no tempo a fim de contextualizar a explicação – aos revolucionários anos 1930

Em 1934, o mundo assistiu a alguns eventos importantes. Nesse ano, na Alemanha, por exemplo, as Brigadas de Segurança (SS) de Hitler esmagaram uma tentativa de golpe engendrada por Ernest Roehm – chefe das SA (Seções de Assalto) e seu ex-aliado. O episódio, conhecido como Noite dos Longos Punhais, fortaleceu o líder do partido nazista, que assumiu a presidência do país após a morte de Hindenburg naquele mesmo ano.

O Brasil, na época, também teve sua revolução. Mas, pelo contrário, com algum ganho de civilidade em certos aspectos institucionais. Foi quando, sob o governo de Getúlio Vargas, se promulgou a 2a constituição da República, que estabeleceu ou regularizou o voto direto, a Justiça do Trabalho e  Legislação Trabalhista, a extensão do voto às mulheres e o mandato presidencial de 4 anos.

Bem, ainda naquele ano, enquanto se desenrolavam esses fatos históricos, um médico norueguês chamado Asbjörn Fölling investigava a causa do retardo mental de dois irmãos que haviam nascido normais. A mãe dos pacientes relatou que notara surgir um forte odor na urina dos rapazes quando eles tinham 1 ano de idade, e o Dr. Folling, que também era bioquímico, descobriu que a substância responsável pelo odor deixava a urina com uma cor verde-oliva quando se acrescentava FeCl3 (cloreto férrico). A substância, de nome estranho, era o fenilpiruvato, um ácido (mais precisamente um cetoácido), que deu nome à doença de fenilcetonúria (o sufixo -úria se refere à perda na urina).

Mas o que, afinal, isso tem a ver com a fenilalanina?

A fenilalanina é um dos 20 tipos de aminoácidos que formam as proteínas do nosso corpo. A maior parte da fenilalanina que ingerimos (75%) é transformada em tirosina, um outro aminoácido que o organismo utiliza para fabricar os famosos hormônios da tireoide, além de transmissores cerebrais.

É justamente essa transformação que está defeituosa nos portadores da doença!

O resultado é o acúmulo de fenilalanina, e sua conversão ao fenilpiruvato.

A consequência desse defeito é o retardo mental grave e a baixa expectativa de vida (sem tratamento, a maioria morre antes dos 30 anos de idade). E a terapia é, justamente, uma alimentação pobre em fenilalanina iniciada bem cedo, logo após o nascimento.

Foi essa preocupação de diagnóstico precoce que motivou a adoção da triagem em massa da população através do conhecido ‘teste do pezinho’, que além desse, identifica outros vários distúrbios metabólicos.

Hoje, quase 80 anos depois dos acontecimentos narrados, a Alemanha é um dos países mais desenvolvidos social e economicamente do mundo. Tem instituições fortes e democracia estável.

Na visão de alguns políticos brasileiros, ao contrário, nossa democracia é mercadoria a ser comprada com o suborno de algumas mesadas.

Um estudo mostrou que o Q.I. médio de fenilcetonúricos tratados poucas semanas após o nascimento era de 93, comparado ao Q.I. de 53 daqueles cujo tratamento foi iniciado após 1 ano de idade.

O que isso nos deixa de lição?

Que ter pressa pode fazer toda a diferença!

Refletindo sobre a saúde no Brasil

O texto que quero publicar aqui hoje não é meu. É de uma colega, profissional de saúde, mulher, médica. Vale a pena compartilhar. Não é preciso que se concorde, mas vale a pena pela reflexão.

Acho complicado falar do governo. É um tema profundo demais para meu parco conhecimento.  Mas não consigo ficar calada diante da proposta de trazer médicos estrangeiros para trabalharem no Brasil. Não acharia nada demais se aqui não houvesse médico suficiente para dar conta da população. Mas isso não é verdade. No Brasil, atualmente, de acordo com o Conselho Federal de Medicina, existem dois médicos para cada mil habitantes. No sudeste, já se alcança o número de 2,67 médicos por mil habitantes. A proporção é praticamente a mesma de lugares de referência, como o Reino Unido que conta com 2,7 médicos para cada grupo de mil habitantes, sendo o país que registra o maior sistema de saúde público de caráter universal, depois do Brasil.

Já que é assim, vamos pensar porque não está funcionando?

O que ocorre é, de fato, uma má distribuição dos profissionais. Há regiões, em especial do norte e nordeste, em que realmente faltam médicos. Será que ninguém nunca se perguntou por quê? Me arrisco a sugerir ao governo que, ao invés de importar profissionais do exterior, experimente oferecer um salário compatível com a responsabilidade dessa profissão, um plano de carreira na área pública e condições adequadas de trabalho. Aos médicos. Brasileiros, por favor. Será que não mudaríamos a situação da saúde nessas regiões?

Já falei demais. Vamos ao texto que a médica, moradora do estado do Rio de Janeiro,
Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso (CRM-RJ 822370), escreveu:

Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei.

Não contei a ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, “do trauma”, médica “chatinha”, preceptora “bruxa”, que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.


Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse “não é para mim, é para o meu pai, uma maca”. Como eu faria. Como você. Como nós.


Pensei “meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu… Nãoooo….. Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui”.
E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.


Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse “por que não me falou, levava no privado, Juliana!” Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.


Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor, ele me pergunta: “e você confia?”. “Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim.”


Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.


Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.
Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.


Não tenho palavras para descrever o que penso da “Presidenta” Dilma. (Uma figura que se proclama “a presidenta” já não merece minha atenção). Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi. A ouvi dizendo que escutou “o povo democrático brasileiro”. Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. “Qualidade”… Ela disse.


E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil…. Para melhorar a qualidade….?


Sra “presidenta”, eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade. Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.


O dia em que a Sra “presidenta” abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.


Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência. Somos quase 400mil, não nos ofenda.

Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

 

Hoje, eu chorei de novo.

 

Agora veja esse vídeo. Vale a pena. É bonito. É emocionante. E real.

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PROVA DE QUÍMICA

A historinha que vou contar a seguir não sei se é verdadeira. Não me peeçam certeza se realmente ocorreu na FAETEC ou se o professor de química realmente se chamava Fernando. Aceitem os detalhes como licença poética, combinado?

Não sei nem mesmo o conceitos químicos aqui expostos, mas achei graça e quis compartilhar. Se alguém tiver uma resposta melhor a esta pergunta, por favor, compartilhe.

Vamos ao caso:

 Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no curso de Engenharia Química da FAETEC em sua prova final.
(Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo ‘Por que os aviões voam?’)
Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi:
“O inferno é exotérmico ou endotérmico?
Justifique sua resposta”
Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.
Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
‘Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas.
Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e também ocupa um certo volume. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno? Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no inferno, ela nunca mais sai de lá.
Logo, não há almas saindo.
Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno…
Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus, você vai para o inferno.
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.
A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.
Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno.
Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.
A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.
Existem, então, duas opções:
 1)Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.
 2)Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas , então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.
Se nós aceitarmos o que a menina mais linda da  FAETEC me disse no primeiro ano: ‘Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar’ e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira.
Sendo assim, o inferno é exotérmico.’
O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.
CONCLUSÕES:
1) A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.
2) A imaginação é muito mais importante que o conhecimento.
3) Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser.
E aí, como você responderia a esta pergunta?

Mousse Natural de Manga

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Mais uma receitinha rápida e fácil.

Mais uma mousse, mas esta aqui é pra quem quer fazer uma com a fruta mesmo e não com o suco em pó como a última receita de mousse que eu postei.

Bem, os ingredientes são:

– 1 lata de creme de leite
– 3 mangas médias
-1 colher de sopa de gelatina sem sabor

Como fazer:

Lavar e descascar a manga. Parti-la em pedaçõs.
Dissolver a gelatina sem sabor em 200ml de água quente. Bater todos os ingredientes no liquidificador, colocar o creme em vários potinhos pequenos, enfeitar cada um deles com uns pedacinhos de manga em cubo e esperar gelar.

Facílimo, não?!

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Bolo Nu: um bolo moderno e sustentável

O bolo está nu!

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Está chegando ao Brasil uma novidade que já faz o maior sucesso no exterior: o bolo nu, ou seja, sem a cobertura da pasta americana, que reinou sozinha por anos!

Este novo bolo deixa a massa à mostra e fica muito bonito com enfeite de frutas e flores, dando um aspecto de frescor e natureza à sua festa.

E, na verdade, é um bolo muito mais sustentável já que todo ele vai ser aproveitado. Fala a verdade: a pasta americana sempre sobra nos pratinhos. Quem é o doido que vai comer aquilo lá? Só serve mesmo pra cobrir o bolo e enfeitá-lo. E depois: direto pro lixo!

No mundo de hoje, em que o que é sustentável vale mais, não dá mais pra colocar algo no bolo que será simplesmente jogado fora sem dó nem piedade.

Com o bolo “naked”,você come sua fatia toda, come a frutinha que a enfeita e ainda pega a flor que veio junto com o seu pedaço e coloca em cima da orelhinha, fazendo um charme… Ou, se for homem, coloca na lapela, dando uma de galã. Porque chique é comer o bolo e aproveitar cada detalhe!

Hoje conversei com a Aline Lopes, uma das poucas pessoas que faz este o “naked cake”  aqui no Rio de Janeiro. Não sei o bolo, mas ela é um doce! Explicou tudinho, como é feito, o melhor recheio pra este tipo de bolo… Bem, demonstrou que entende e foi super paciente com minhas perguntinhas descabidas. Quer conhecê-la também? Quer experimentar um bolo assim no seu evento? Visite o blog dela: http://confeitandocomarte.blogspot.com.br  Só não posso ainda dizer que o bolo é gostoso porque ainda nao comi, né?! Assim que eu experimentar, eu conto.

Umas fotinhos pra você ficar com água na boca: