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Bath: uma Inglaterra romana

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A cidade de Bath, localizada cerca de 120 km de Londres, acaba sendo um ótimo passeio de um dia quando se está visitando Londres.

Na verdade, o ideal mesmo seria poder passar ao menos dois dias por lá, para sentir mais o espírito da cidade. Entretanto, um passeio por lá já vale bastante, mesmo sem passar a noite.

É uma pequena cidadezinha histórica e, para mim, não parece muito com as pequenas cidades inglesas. Claro. Bath foi ocupada pelos romanos em algum momento da sua história e eles lá descobriram suas fontes termais, criando piscinas e balneários, preservados até hoje e o maior motivo da minha vontade de conhecer essa cidade.

Bem, assim que chegamos a Bath, vimos duas construções muito interessantes. Uma é o Royal Crescent. Construído em um formato meio curvo em 1760 e alguma coisa, o prédio é como se fossem umas casas geminadas. Hoje uma delas é um museu, com decoração da época, e ali também funciona um hotel luxuoso, com esse nome mesmo (Royal Crescent). Com certeza, seu eu tivesse dormido na cidade teria sido ali! E a outra construção que logo na entrada chamou a nossa atenção foi o Bath Circus, também projetado mais ou menos na mesma época do Royal Crescent e pelo mesmo arquiteto. Pelo que nosso guia falou (e pelo que eu entendi do que ele falou) são, também, residências geminadas em formato circular e a arquitetura foi inspirada no Coliseu de Roma.  Enfim, são duas construções bonitas e bem diferentes.

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Depois, caminhando, passamos pela linda e imponente Catedral de Bath. Ali, na frente da igreja, estavam vários artistas de rua, cada um mostrando sua arte. Um tocando música, outro fazendo desenhos, outro pintando quadros. Um lugar bem gostoso e um espaço cultural a céu aberto. Ali também, próximo à igreja, existem vários restaurantes, bares e cafés bem charmosos.

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Seguimos andando para entrar no lugar chamado “The Roman Baths”. Pra mim, a grande atração da cidade. Um museu construído nas ruínas preservadas das termas da época da ocupação romana. A construção histórica é linda, está muito bem preservada e a sensação que se tem, se você ignorar todos os turistas ali ao seu lado, é a de que se voltou no tempo. Até porque ficam circulando por ali atores/guias vestidos com roupas da época. Dão explicações sobre o local e aceitam posar para fotos.

Quase dá para sentir a vida como era por ali há 2 mil anos…

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NIAGARA FLOWERS

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Niagara  Falls: a surpresa foi Niagara-on-the-lake!

Há muitos anos eu tinha vontade de conhecer as Cataratas do Niágara. Deixando as discussões se é mais ou menos bonita do que Foz do Iguaçu, água caindo majestosamente em uma corredeira na natureza sempre é lindo.

E por isso fomos visitar Niagara Falls. Por um acaso, do lado canadense e não do americano.

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O que acabou se revelando uma ótima escolha, já que, por causa disso, acabei me deparando, no caminho, com uma das mais lindas e floridas cidadezinhas que eu já vi: Niagara-on-the-lake.

A cidadezinha fica à beira do Rio Niagara e do Lago Ontario (vem daí o seu nome) a mais ou menos 25 km das cataratas.

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E é um lugar excelente para passear. A rua principal é a rua mais florida que eu já vi! Tantas e de tantas cores diferentes. Parece que nem é uma rua, mas sim um jardim. E flores atraem, claro, borboletas. Ou seja, a paisagem parece saída de um sonho. Ainda mais em um dia de sol… Dos dois lados da rua você vai encontrar montes de restaurantes charmosos, cafés fofos, sorveterias e lojas de chocolate que são todas umas tentações.  Não resista. Almoce, depois tome um sorvete e finalize com um café ou chá acompanhado de um chocolate. Tudo vai parecer um sonho de tão bom! Pelo menos conosco foi assim!

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E, como se não bastassem essas tentações, a cidade ainda hospeda algumas vinícolas (são mais de 10!) bem interessantes ali pela região. Não entendo muito de vinhos, mas vinícolas são sempre lindas. Visitamos a Reif Estate e esta não foi diferente. Um local bem charmoso, onde fizemos uma rápida degustação de alguns de seus vinhos. Não gosto do sabor do álcool, mas até que os vinhos me pareceram bons…

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Depois de cometer o pequeno pecado da gula, você ainda pode tentar pedir perdão a Deus na menor capela do mundo, a Living Water Wayside Chapel. Não acreditei quando vi o seu tamanho: mi-nús-cu-la! E ainda nos contaram que tem gente que casa lá! Já pensou? Cabem 6 pessoas dentro da capela: o padre, os noivos e 3 convidados! A capela é muito fofa! Parece uma casinha de boneca. Mas eu entrei lá, rezei , pedi perdão e depois agradeci a Deus pela oportunidade da viagem.

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Niagara-on-the -lake, pra completar, ainda tem importância histórica, pois foi em algum momento da história do Canada (acho que em 1798, por aí) que ela se tornou a capital do Canadá Superior, ou algo assim. Mas em 1812 a cidade foi destruída pelos americanos em alguma guerra destes contra os britânicos, tendo que se reconstruir. E, ao que parece se reconstruiu lindamente. Existe um forte na cidade, o Fort George, que explica melhor essa parte histórica.

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Saindo de Niagara-on-the-lake, seguindo 20km, mais ou menos, vamos chegando a Niagara Falls. Bem maior do que a “on-the-lake”, a “falls” tem o quíntuplo do número de habitantes da primeira, um enorme quantidade de grandes hotéis de rede e muitas opções de diversão. O clima não é mais de cidadezinha pequena charmosa e romântica, mas, para mim, tem um quê de Disney com Las Vegas.  Muita gente, muita cor, muita luz, muitos cassinos, tudo muito grande, muitas atrações girando em torno das cataratas que, sim, são lindas!

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Elas não são tão altas, mas são bem largas, o que faz com que haja muita água caindo. São na verdade 3 quedas. Uma fica do lado canadense, outra do lado americano, e a outra é a véu de noiva (porque toda cachoeira que se preze precisa se chamar véu de noiva, claro!), mas que eu não sei dizer se pertence aos EUA ou ao Canadá (Ok, acho que é americana também).

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A imagem é linda e impressionante antes mesmo de chegar às cataratas. Margeando o Rio Niagara, é possível ver a “Niagara Whirpool”, ou seja, é como uma jacuzzi mesmo. As águas ficam mais revoltas no leito do rio e giram formando uma espécie de rodamoinho na água.

Chegando junto das cataratas, existem várias atrações que podem ser vivenciadas. Pode-se optar por passear nas partes de trás das cataratas, ou descer de elevador e caminhar em passarelas mais perto do rio e, assim, ver as cataratas de cima. Há atrações virtuais, como cinema 360 graus e experiências 4D… Bem, o que não faltam são opções. Nós escolhemos fazer o “Maid of the Mist”, passeio de barco que nos leva o mais próximo possível das cataratas.

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Assim que embarcamos, recebemos uma capa de chuva de plástico azul, prenúncio de que é óbvio que ficaríamos molhados. E aí então o barco vai navegando calmamente. Todos apreciando a linda vista das 3 quedas de água. E então ele começa a ir chegando mais e mais perto das cachoeiras, o barulho vai aumentando, aumentando, o barco começa a balançar e, quando a gente percebe, estamos encharcados, com um super sorriso no rosto e embevecidos com essa maravilha da natureza. É muito bom!

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Ao sairmos do barco, jantamos em um dos muitos restaurantes de buffet self service que existem por ali e, ao terminarmos a refeição, fomos para a beira do rio, junto às muretas, para assistir o espetáculo das cataratas à noite. Muitas luzes coloridas, uma música suave tocando, uma lua cheia no céu… Um show! E aquela água toda jorrando sem parar.

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E eis que começam os fogos! Vários! Muitos! Ininterruptos! De todas as cores e formas! É uma emoção… Não sei por que gostamos tanto de fogos, por que os achamos tão lindos. Mas a verdade é que eles tornaram o nosso passeio ainda mais especial, fechando com chave de ouro aquele dia que estava sendo inesquecível.

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Eu amei Lisboa!

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Chegar a Portugal após uma jornada de um mês rodando pela Europa é como antecipar a voltaDSC05794 pra casa. Explico: nunca havia visitado Lisboa, mas a sensação que se tem logo no trajeto do aeroporto até o centro da cidade é a de familiaridade. Não há outra palavra. Existe um quê de São Paulo, de Rio de Janeiro e de Salvador ali.

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As construções, as feições das pessoas, o paladar da comida, o clima ameno… nada lá nos é estranho! Exceto, obviamente, o sotaque lusitano aos nossos ouvidos mal acostumados.

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Até o valor do euro fica mais nosso amigo. Quer dizer, ele continua valendo muito mais que o Real. Mas nada é caro demais. Por exemplo, nos hospedamos no luxuoso e bem localizado Sofitel, e pagamos o equivalente a um 3 estrelas chinfrim próximo a Botafogo ou Flamengo, no Rio. O Sofitel, cujo maleiro que nos ajudou com as bagagens era brasileiro, nos recebeu com um prato de quitutes portugueses em nosso quarto. Difícil dizer o mais saboroso! Mas admito que o prêmio ficou entre o pastel de nata e o rocambole de laranja. Aliás, no café da manhã, sempre havia pastel de nata e mais algumas outras especialidades da culinária portuguesa.

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DSC05703Logo que chegamos fomos explorar a cidade. O clima ajudava. Um sol bonito, uma brisa gostosa… Fomos a pé até o Convento da Ordem do Carmo. Lindo. Vale a visita. Era uma igreja que foi destruída por um terremoto. O que ficou emociona. De lá, pegamos um dos bucólicos bondinhos e subimos a colina que leva até próximo ao Castelo de São Jorge. Seguimos a pé depois até a entrada do castelo. O mais legal lá de cima é a vista. Pode-se ver toda a cidade e encantar-se com o Tejo lá embaixo. No dia em que fomos ventava muito, muito mesmo. Mas o clima continuava cálido. Descemos do Castelo pela Alfama. Bairro famoso pelas casas históricas e restaurantes que oferecem shows de fado. Almoçamos em um destes restaurantes, embora o que escolhemos não tivesse música. Fomos muitos bem atendidos e comemos uma das melhores refeições da viagem. Bolinhos de bacalhau, arroz de peixe, arroz de lula. Tudo uma delícia!

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DSC05800Após o almoço fomos seguindo a pé pela cidade baixa e, à beira do Tejo, chegamos à linda e enorme Praça do Comércio. Era fim de tarde (minto: luz de fim de tarde, mas talvez já fossem umas 8 e pouco da noite), então o céu estava rosa alaranjado, o que conferia mais beleza ao lugar. A nossa frente, o arco do triunfo da Rua Augusta. Atrás de nós, o rio Tejo.  Dos dois lados, charmosos bares e cafés. Seguimos a Rua Augusta, toda de pedestres, sabendo que, assim, chegaríamos a Praça do Rossio, já mais próxima do nosso hotel. Passamos pelo elevador de Santa Justa, bem iluminado e bonito, mas não subimos.

No dia seguinte, com um clima já não tão agradável, pois estava nublado, fomos conhecer DSC05806Belém, uma parte da cidade um pouco mais distante do nosso hotel. Fomos primeiro ao Mosteiro dos Jerônimos. Belíssima construção onde estão enterrados Vasco da Gama,  Camões e Fernando Pessoa, além de membros da antiga família real portuguesa. De lá seguimos para o Padrão dos Descobrimentos. É um monumento interessante, de onde se tem uma ótima vista do topo, porém, como estava bem nublado, não pudemos aproveitar tanto o visual lá de cima.

 

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Seguimos também a pé até a famosa Torre de Belém. Talvez a atração turística mais cheia a que fomos. Mas tem que ir. É bonita, histórica, oferece linda vista do entorno quando subimos ao 5º pavimento e é o maior símbolo da cidade de Lisboa. Ali, voltando da Torre de Belém novamente em direção ao Mosteiro dos Jerônimos, ainda há o Museu Nacional dos Coches, mas infelizmente não conhecemos desta vez. Não fico triste, pois sempre é bom deixar novidades para uma próxima visita. Naquela noite fomos ainda ao Centro Comercial Colombo, shopping com mais de 300 lojas e que fica aberto todos os dias de 9 da manhã ate a meia noite. Se quiser um perfume do Boticário, lá tem, assim como tem Imaginarium, Chilli Beans, Amor aos Pedaços… Jantamos um ótimo bacalhau em um dos restaurantes do shopping e fechamos a viagem com chave de ouro. Fomos, por sinal, muito bem atendidos por um garçom brasileiro, enquanto, na tevê, passava um jogo de futebol. Mais familiar, impossível. Antes de dormir ainda dei uma folheada numa revista portuguesa de entretenimento. Quem estava lá? Susana Vieira! Em outra reportagem, Fafá de Belém…

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Enfim, uma curiosidade: Já encontramos brasileiros morando nos EUA e em muitas cidades europeias. Todos são taxativos ao dizer que sentem imensa saudade do Brasil e não veem a hora de poder retornar. O mesmo não se pode dizer dos brasileiros que vivem em Portugal. Todos os que encontramos dizem que não voltam mais pro Brasil já que lá se sentem em casa, porém com segurança e qualidade de vida melhores. Eu não tenho dúvidas disso.

 

 

 

 

 

PRINCIPADO DE ANDORRA

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Um país que parece de brinquedo.

Para mim, esta foi a sensação que deu ao conhecer o Principado de Andorra. Pequeno e espremido entre as montanhas francesas e espanholas, está um lugar que mal aparece no mapa. Um país com pouco mais de 400km².

Tem noção de como é pequenininho?

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Lembro que, quando fui ao Hopi Hari, assim que havia sido inaugurado, lembro que ele tentava criar uma atmosfera de uma pequena nação, um “paizinho”, algo assim, tanto é que eles tinham língua própria e tudo.

Pois bem, Andorra é assim: uma nação que parece de faz de conta.

E dá super certo ser assim! Sua população tem a mais alta expectativa de vida do mundo: 83 anos (dados de 2007). Tem também um alto índice de desenvolvimento humano e é um país muito próspero devido ao turismo. Ou seja, Andorra demonstra que aquela velha frase é verdadeira: “os melhores perfumes estão nos menores frascos.”

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Chegamos lá de carro, vindo de Barcelona. (Na verdade, nem teríamos como chegar de avião, já que não há aeroportos em Andorra). Não havia alfândega, não havia Polícia Federal, nada. De repente, estávamos em outro país. Nos hospedamos na “grande” capital, Andorra-la-vella, no hotel Novotel. Bem, basicamente a capital tem 2 ruas. Uma que vai, uma que volta e algumas outras que as conectam.

No caminho de Barcelona para Andorra La Vella

No caminho de Barcelona para Andorra La Vella

 

Embora fosse verão, o tempo estava nublado e uma chuvinha fina insistia em cair, fazendo o tempo esfriar consideravelmente. Na verdade, Andorra tem fama de ser muito melhor no inverno. Justamente por causa de suas montanhas propícias para esquiar e para outros esportes de neve.  Como visitei o local no verão, não pude comprovar esta fama.DSC02256

Mas posso afirmar tranquilamente que Andorra é o paraíso em qualquer estação do ano para outro esporte muito praticado pelos brasileiros: compras.  Li num site que há no país mais de 5 mil lojas! A rua que “vai” é lotada de comércio de um lado e de outro. Na verdade, o local me lembrou muito a Rua Teresa, famosa rua de compras de Petrópolis. Até mesmo o clima da região naquele momento ajudou. Ambas têm muitas lojinhas, algumas galeriazinhas e preços ótimos.  Mas não estranhe: em Andorra La Vella, as lojas simplesmente fecham de meio dia às três da tarde para a siesta.

Um país tão pequeno, que você anda um pouco pra trás e está na Espanha. Anda um pouco pra frente e está na França!

Um país tão pequeno, que você anda um pouco pra trás e está na Espanha. Anda um pouco pra frente e está na França!

Em pouco tempo, se passeia pela cidade a pé. Nosso hotel era bem no centro, o que facilitou bastante. Como tínhamos tempo de sobra, meu marido até entrou em um salão de beleza e cortou cabelo em plena Andorra La Vella!

Para visitar em Andorra, há duas igrejas de pedra, bem antigas. Há o prédio do parlamento, super pequenininho, também de pedra. E, por falar em tanta pedra, há também um museu sobre… pedra. Não pedras preciosas, mas sim pedras rústicas, simples, como granito e outras do tipo. Não há muito mais do que isso para se ver em Andorra La Vella. Nas outras cidadezinhas da micronação, existem outras atrações, mas aí eu falarei num outro post, se não este aqui irá ficar grande demais… E aí não terá nada a ver com Andorra.

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JAMAICA:Yeah, man, no problem!

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Guarde um dinheirinho, deixe na poupança e, se um dia você se sentir deprimido, faça um favor a você mesmo: vá para a Jamaica.

Um país feliz de nascença.

Não é grande, não é rico, não é historicamente dos mais relevantes…

Mas é um dos lugares mais felizes que eu já visitei. Parece que todos os seus habitantes têm um sorriso no rosto. Ao menos, essa foi a minha impressão.

DSC06321DSC06303Ok, você pode estar pensando que esse riso fácil se deve ao consumo de uma certa planta – que, por sinal, está proibido desde 1913, – mas que faz parte da cultura local.

Acho difícil…

Ao menos a guia que nos acompanhou e nos levou para conhecer a região parecia estar em suas melhores e mais sãs faculdades mentais. Embora tenha cantado alto 3 vezes para nós e tenha sorrido o tempo todo.

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Aliás, nossa guia fez toda a diferença. Logo que nos encontramos, ela disse saber que no Brasil falamos português (ponto pra ela! ), que as pessoas brasileiras são lindas (mais um ponto!)e passou a nos explicar sobre a Jamaica com tanto carinho que me conquistou! Ela e a Jamaica inteira! Nos disse, com muito orgulho, que a ilha é chefiada por uma Primeira Ministra (mulher, obviamente!), e falou sobre um ícone do passado (Bob Marley, e outro do presente (Usain Bolt). Dotada de humildade e conhecimento, me fez enxergar um país muito além das praias lindas.

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O primeiro lugar que visitamos foi a famosa cachoeira que desemboca numa praia linda, de águas azuis e areias claras. A Dunn´s River Falls, localizada na cidade de Ocho Rios. Fica no interior de um parque, com mata nativa caribenha, linda. O legal dessa cachoeira é escalar seus 180 metros de altura, com o jato forte de água caindo em cima de você. É muito divertido! Impossível você sair sem estar com as roupas completamente molhadas e um sorriso revigorante no rosto. Mas não é fácil, não. Vi muita gente em forma desistindo no meio do caminho. E, no dia seguinte, senti no corpo o esforço que havia feito. Na hora, você sente somente uma alegria sem fim.

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Os turistas, em grupos de umas 15 pessoas, por aí, vão de mãos dadas, como se fosse uma espécie de “pique-corrente”, para subirem a cachoeira. Enquanto isso, um guia local, do parque, ultra-animado, vai dizendo palavras de incentivo e nos ensinando dois mantras locais: “Yeah, man” e “no problem”.

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Uma experiência memorável.

De lá, seguimos para Montego Bay, onde curtimos uma praia paradisíaca, a Doctor´s Cave Beach. Limpíssima , reservada e segura. Tais atributos são fartamente possíveis pois a praia não é pública. Há que se pagar para entrar. Nada tão caro. Algo em torno de 6 ou 7 dólares por pessoa. Se for frequentador assíduo, há uma taxa anual que pode ser paga por pessoa ou por família, que dá direito ainda a um tipo de clube de praia, com sauna, piscina, sala de ginástica, vestiário, salão de jogos e salas de descanso.

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Com umas lojinhas ao lado do portão por onde se entra para a praia, as facilidades são muitas, incluindo banheiros limpos e salva vidas a postos. Almoçamos no restaurante que tem dentro da praia, o Sand Bar e Restaurante. Recomendo. Preços honestos, ótimo atendimento e comida saborosa. Pedi um inusitado, porém excelente, hambúrguer de caranguejo. Muito bom!

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A Doctor´s Cave foi uma das melhores praias a que eu fui na minha vida. A temperatura da água era perfeita, em torno de 22 a 27 graus. Mar calmo, transparente. Praia tranquila, pouquíssimos banhistas, guarda-sol e espreguiçadeiras disponíveis para alugar, sol lindo brilhando no céu. Praia de sonho mesmo. Mas existe. E fica na Jamaica.

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Passamos depois por Falmouth. Menos turística, mais confusa, com um centro cheio de gente e carros velhos dirigindo em mão inglesa. Lojas simples, ruas sujas, pessoas bem pobres. Você percebe, por ali, que há uma Jamaica dos resorts de luxo e outra, do dia a dia, que de luxuosa não tem nada. É feita de pessoas humildes, porém com uma alegria de viver aparente que realmente contagia. Como se fosse sempre verdadeira a frase tão característica do país: “Yeah, man, no problem.”

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Todo o passeio aconteceu com trilha sonora “bobmarleyana” tocando na van que nos levou aos lugares, mas eu jamais vou esquecer é a voz rouca da guia cantando uma famosa música jamaicana, de um outro cantor. Quer saber qual é? Clica no link aí embaixo. Com certeza você já ouviu.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=PMigXnXMhQ4]

 

ATLANTIC CITY: IRMÃ MENOR DE LAS VEGAS

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Há quem compare Atlantic City a Las Vegas. De fato, é impossível não comparar. São cidades-irmãs. Primas, para ser mais exata. São da mesma família, mas são bem diferentes. Ok, ambas possuem cassinos. Ok, hotéis grandes. Dinheiro correndo solto, turistas, luzes de neon, despedidas de solteiro (a)… À primeira vista, parecem, de fato, muito semelhantes. Mas, para mim, Atlantic City é mais “interiorana”, se é que posso chamar uma cidade localizada no litoral desse modo. Mais pura, mais simples, mais regionalista, até.

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Sem o apelo internacional de Vegas, Atlantic City atrai o próprio povo americano e os turistas que estão por aquela região leste dos Estados Unidos, entre Philadelphia e Nova York. Meu caso foi assim: estávamos hospedados na Philadelphia e decidimos passar a noite na cidade. Com área muito menor e com bem menos população que Las Vegas, Atlantic City é um lugar turístico que merece ser visitado, mas não espere ficar mais do que uns dois dias por lá.

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Não me entendam mal, eu adorei visitar a cidade! Embora não goste de jogos de cassino, gosto de animação, luzes e, claro, luxo. E isso a cidade tem de sobra! E como eu a visitei antes de conhecer Las Vegas, foi meu primeiro contato com esse mundo. São 11 ou 12 hotéis cassinos, ou seja, números modestos se comparados à sua irmã do oeste americano, e, talvez por isso mesmo, tenha sido bom ter começado por lá.

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Claro que a primeira coisa que fizemos ao chegar a Atlantic City foi entrar e sair de vários cassinos. Cada um com uma decoração mais interessante do que a outra. O primeiro que entramos foi o Wild Wild West, cujo tema é o velho oeste americano. A sensação que se tem é a de que estamos num parque da Disney, já que os cenários e toda a recriação temática são perfeitos! Vale a pena entrar e ver cactos, montanhas, riachos, carroças… além do staff com roupa também adequada ao tema. Entramos em alguns outros, mas a decoração deles tinha o mesmo jeitão cassino de ser. Por isso esse me chamou mais a atenção. Mas lembro também que o Caesars , que recria o Império Romano, com estátuas de imperadores e arcos que imitam a fachada do Coliseu, também me chamou a atenção.

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Na verdade, enquanto você vai andando, vê vários predinhos coloridos, com uma arquitetura charmosa. São lindos, mas não existem realmente. Como se fossem parte de um cenário de filme de Hollywood, são apenas as fachadas decorativas de alguns cassinos. Sem contar o Taj Mahal, que, do lado de fora, tem toda uma temática indiana, mas por dentro nem dá pra entender que estilo exagerado é aquele.

Entretanto, o mais diferente, característico e legal em Atlantic City, certamente não são os cassinos. E nem a praia, qfiladelfia 4545ue, embora esteja a poucos metros dos hotéis, não é nem um pouco atraente para um brasileiro. O que faz Atlantic City ser tão legal é a Boardwalk, uma espécie de calçadão, um deck de madeira com cerca de 5 km de comprimento e uns 30 m de largura (acho eu!). Ele fica entre a areia da praia e os cassinos-hotéis. E ali dá vontade de ficar andando de um lado pro outro a noite inteira. Uma delícia! Um monte de gente passeando por ali, um clima meio praiano e várias lojinhas, bares, restaurantes e hotéis cassinos em sequência.

Estivemos lá no verão, mas, talvez pela brisa marinha e localização no globo, não se engane: faz frio à noite. Um vento frio e cortante. Mas não sugiro que leve casaco aos passeios noturnos. Assim você tem uma ótima desculpa para entrar nas lojinhas de souvenires superbaratinhas e escolher um casaco com o nome da cidade para usar e levar de lembrança. Fiz isso. E é um dos meus moletons favoritos até hoje.