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A pequena e romântica Brugge

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Era verão quando fomos a Brugge.

Fazia um sol lindo e a cidade estava cheia de turistas, como nós, o que conferia a ela um aspecto vibrante e, ainda assim, romântico.

Conhecida como a “Veneza do Norte”, ela é toda recortada por canais, que rendem um agradável passeio de barco, ideal para admirar de outro ângulo as antigas construções que formam a cidade.

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Chegamos de trem, e logo fomos pro lindo Hotel Heritage, da Rede Relais & Châteaux. É um lugar pequeno, mas extremamente charmoso, com decoração clássica e um café da manhã delicioso num salão elegantíssimo.

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O hotel fica super bem localizado, próximo do centro histórico e do agito a ponto de se chegar lá em poucos passos, mas longe o suficiente para ser silencioso e numa rua tranquila.

Lugar mandatório para se visitar é a Praça Markt, a principal da cidade.  Ali estão vários restaurantezinhos charmosos. Aliás, nós mesmos jantamos por lá no primeiro dia. As mesinhas na praça ficam bem agradáveis para se curtir a temperatura do verão à noite.

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Muita gente vai a Bruges fazendo um bate e volta de Bruxelas, já que é bem pertinho de trem (menos de 1 hora), mas eu realmente sugiro que se passe a noite lá. Além de a cidade ter pequenos hotéis charmosíssimos para dormir, é também uma oportunidade de curtir Bruges e os seus barezinhos e bistrôs durante após o sol se por, tomar um drinque, uma típica cerveja belga, por exemplo (para quem gosta), comer um jantarzinho… Bem, foi o que nós fizemos e valeu muito a pena.

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Bem, voltando à praça Markt, lá você verá inúmeros prédios históricos, como a torre do Campanário. Também é bem interessante subir esta torre, como nós fizemos. São mais de 300 degraus de escada, mas a vista que se tem lá de cima é espetacular. Você consegue ver a cidade inteira. A visitamos em um dia de sol, bem claro, o que tornou a panorâmica  ainda melhor.

Há outra praça ali próximo, chamada Burg, também encantadora e que vale a pena conhecer. Preste atenção ao lindo prédio da prefeitura localizado lá.

Depois, ainda aproveitando o idílico cenário para caminhar, fomos até o Minnewater Park, onde se caminha absorvendo o encanto do Lago do Amor.

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Lugar lindo e, obviamente, romântico. Ali perto está também a capelinha de Santa Elizabeth da Hungria. Passe pelo portão e o que você verá em nada lembra uma igreja. É, sim, um conjunto de construções históricas onde vivem freiras da igreja católica. Não sei se ainda hoje as casinhas são utilizadas como moradias para as irmãs, acho que sim, mas, independente disso, é um lugar bucólico e tranquilo para se visitar.

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Há, também, algumas igrejas (de verdade) bem bonitinhas em Bruges, eu destaco a Igreja de Nossa Senhora. Linda por dentro e por fora.

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Não visitamos museus, digamos, mais culturais na cidade, mas fizemos uma visita a um museu mais guloso. Fomos ao Museu do Chocolate. Digamos que é um museu…hmmm… mais ou menos. O destaque fica para as incríveis esculturas feitas em chocolate e, óbvio, para o maravilhoso cheirinho que está em todos os ambientes do museu. Nem precisa dizer que você sai de lá doido para comer uns apetitosos chocolatinhos belgas…

 

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Além de curtir o charme das construções históricas e ruazinhas de pedras, tome um sorvete belga. É gostoso e um alívio no verão. Outra dica: não deixe de descansar das caminhadas fazendo o passeio de barco pelos canais. Você conhecerá mais e mais construções históricas, e aproveitará o belo visual.

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Outros passeios – que não fizemos – mas que também são típicos de Bruges, é alugar uma carruagem para andar pela cidade se sentindo um rei, ou experimentar o passeio de balão. Vimos vários no céu, mas, infelizmente, não foi dessa vez que vivemos essa aventura. Melhor… É como eu sempre digo, é bom ficar faltando fazer alguns passeios, mais motivos para retornar ao lugar…

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Ljubljana e seu lindo centro histórico

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A primeira vez que me interessei em ir a Ljubljana, capital da Eslovênia foi em maio de 2013, quando foi publicada uma reportagem na revista Viagem e Turismo sobre aquele lugar.

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Achei tudo lindo e me empolguei com os elogios ao lugar, feitos pelo autor da matéria.

Quem diria que 5 meses depois surgiria uma oportunidade para eu mesma visitar a Eslovênia e conhecer Ljubljana?!

Pois algumas das melhores coisas da vida são assim mesmo… Inusitadas, inesperadas e não planejadas.

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Chegamos lá de trem e é importante saber que o trem te deixa numa parte moderna da cidade. Não é lá que está seu charme. Pegue um taxi e, numa breve corrida, logo se está diante de um dos centros históricos mais legais que eu já visitei.

Há muito o que se ver na cidade inteira, mas se, como eu, você dispuser de pouco tempo,  priorize o centro histórico. É pequeno, fácil de percorrer todo a pé e com várias atrações interessantes.

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Existem também muitos hotéis de design na cidade. Alguns parecem mesmo modernos e muito bons, mas, sinceramente, não acho nem que combine ir para um lugar desses e se hospedar em um hotel meio modernoso. Optamos por uma pequenina pousada super charmosa aos pés do castelo da cidade. Esse hotelzinho, chamado Lesar Angel, nos ofereceu um ótimo quarto e banheiro, os funcionários eram atenciosos e ainda havia um chá da tarde gratuito incluído na diária.  

Em poucos passos estávamos na avenida cortada pelo Rio Liublianica, o melhor lugar para se passear e curtir, atravessando quantas vezes forem necessárias suas pontes, a fim de se ir ora para uma, ora para a outra margem do rio.

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Estivemos lá no outono, mas ainda não estava o pior frio de todos. Era um clima frio, mas suportável. Com neblina pela manhã e sol na parte da tarde.

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Nosso primeiro pit stop foi na Praça Peresen, onde há a rosada igreja de São Francisco. Movimentada, com uma estátua do poeta esloveno em frente. Aproveitamos para relaxar um pouco ali, junto com outros transeuntes.  Há artistas fazendo suas performances, gente passando, vendedores… Um lugar animado e vivo.

 

Logo ali também há diversas opções de bares, restaurantes, bistrôs… um mais charmoso que o outro. Dá vontade de parar em todos. Aliás, os que visitamos foram muito bons. Bem decorados, com atendimento primoroso e culinária bem feita. Nossas experiências gastronômicas em Liubliana foram impecáveis, desde o jantar no elegante Valvasor  (onde um casal da região, com sua filhinha, puxou assunto por estranharem a língua que falávamos) até o almoço no descolado Marley e eu, onde comemos desfrutando de música brasileira da melhor qualidade. Enfim, no centro histórico há muitas e muitas boas opções para uma refeição charmosa. Arrisque-se.

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Entre os pontos turísticos que visitamos, merecem destaque as pontes. Todas, mas em especial a Ponte Tripla, a do Dragão e do Açougueiro, com chão de vidro e linda iluminação à noite, onde fizemos como outros tantos casais e prendemos um cadeado lá, como “prova do nosso amor” (hã???? Ok, o ser humano é estranho mesmo…)E, seguindo por lá, passeamos pela Igreja de São Nicolau, pelo Mercado Central, pela Praça do Congresso, onde vemos a o  prédio da Filarmônica, a universidade e a Igreja da Santa Trindade. Passamos pelo prédio da prefeitura, pela Igreja de St James  e entramos no Museu da Cidade de Ljubljana, onde aproveitamos para aprender um pouquinho mais sobre o lugar e fugir um pouquinho do frio lá de fora.

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Mas o destaque mesmo é o Castelo. Tem que ir. Fomos duas vezes até lá. Na primeira vez, como ele era bem próximo da nossa pousada, subimos a colina a pé, no meio da bruma, até chegar lá em cima, num clima meio de terror. Como era muito cedo, o castelo ainda estava fechado. Descemos e resolvemos voltar mais tarde, subindo de funicular, na ponta oposta (ao nosso hotel) do centro histórico. É uma experiência interessante. O funicular é moderno e todo de vidro, o que permite que o visual de Liubliana de cima vá aparecendo aos poucos para você.

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Lá em cima, o Castelo está bem preservado, mas somente podemos visitar algumas partes. Outras são fechadas para eventos privados. Há também exposições de arte e, a parte mais interessante e histórica, é a caracterização da prisão, com gravações de gritos de prisioneiros, trazendo um pouco da história do lugar ao momento da visita. De resto, o visual lá de cima é lindo. Vale a pena.

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Bem, essa foi nossa visita à capital eslovena. Certamente pretendemos voltar. O astral do lugar é muito agradável e animado, mesmo no outono… Imagina no verão! E, certamente, ainda faltaram muitas atrações para vermos no restante do país. Foi uma ótima prévia, que somente me deu a certeza de que há muito mais para se conhecer numa próxima visita, como, por exemplo,  a ilhota no Lago de Bled, imagem que mais me chamou a atenção na reportagem que cito no primeiro parágrafo. Mas ela ficou como uma razão a mais para retornar à Eslovênia…

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Os lindos calanques de Marselha, França

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Quando pensamos em turismo na França, obviamente, a primeira imagem que vem à mente é a famosa Torrei Eiffel e outros ícones de Paris. Num segundo momento, aí sim, podem começar a pipocar na mente imagens de campos de lavanda, num cenário da Provence…

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Dificilmente, de primeira, se pensa em um passeio ao mar quando se fala em turismo na França. Mas a verdade é que um dos lugares mais bonitos que já visitei fica justamente na costa francesa, no coração da Provence, na maior cidade do sul da França. DSC02188 Marselha não é realmente, nem de perto, tão linda como outras famosas cidades francesas… Tem seu charme, obviamente, mas seu encanto não está mesmo na cidade, e sim no mar: nos Calanques, formações rochosas de calcário (por isso têm uma cor clara, tão linda) que emergem do mar de um verde/azul tão lindo. DSC02194DSC02209                     Quando visitei Marselha, era verão. O dia estava lindo, muito sol e sem nenhuma nuvem no céu… Coloquei um vestido bem fresquinho, branco e fui passear de barco. Não sabia eu que estava fazendo 18 graus, e que na beira do mar soprava um vento gelado cortante. Me embrulhei nas toalhas que havíamos levado, e seguimos caminhando até o Vieux-port, de onde saem os barcos turísticos para passear pelos Calanques. DSC02177 O vieux-port é o lugar turístico por natureza de Marselha. É ali que dá pra passear, comprar sabonetes e sachês com aroma de lavanda em uma feirinha super agradável, e, claro, almoçar ou tomar um café nos inúmeros restaurantes do velho porto. A imagem é bem charmosa: uma quantidade impressionante de pequenos barcos atracados e, ao redor, construções históricas charmosas. DSC02232 Mas não se deixe enganar pelo cenário idílico. Quando lá estive, enquanto almoçava em um desses restaurantinhos do vieux-port, após uma apresentação de capoeira que estava acontecendo ali próximo, na rua, uma pessoa começou a gritar, pois havia tido sua carteira roubada. DSC02229 Bem, mas vamos ao passeio aos Calanques. Em primeiro lugar, um aviso: se você enjoa fácil em barcos, não se esqueça de tomar um Dramin. O mar, devido ao vento que sopra da África, mexe e remexe a embarcação o tempo todo. Não sei se todos os dias é assim, mas, sinceramente, eu não arriscaria. Eu mesma esqueci de tomar o remédio e passei muito mal, várias vezes! DSC02222 O que não me impediu de aproveitar o visual incrível… Assim que o barco se afasta do porto, é possível ver a ilha onde está o Château d´If, a antiga prisão que inspirou Alexandre Dumas a escrever “O Conde de Monte Cristo”.  Há visitas guiadas para lá. Mas, como esse não era o objetivo do nosso passeio, o barco segue viagem e começam a surgir enormes pedras de calcário, algumas com disposições tão curiosas que criam praias semiprivadas, com um ou no máximo 2 barcos atracados . DSC02227 Há um ou outro restaurante no alto de algumas pedras, e também nos deparamos com pessoas que tomam sol mais à vontade no alto de um ou outro pequeno calanque… Cabe se perguntar como chegaram ali, quando não há nenhum barco atracado ali por perto… Percebo apenas como são felizes por terem um calanque particular para ficar se aquecendo ao sol da provence, com aquele mar tão lindo ao redor.   DSC02183

Santiago do Chile

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Este post sobre Santiago estou escrevendo em homenagem a uma grande amiga que está pensando em ir até lá nas suas próximas férias, em maio.

Já estive na Cidade de Santiago, no Chile, 3 vezes diferentes. Óbvio que cada uma teve um sabor diferente, dependendo do momento que estava sendo vivido. No relato, dividirei cada vez pelo hotel em que me hospedei, em ordem cronológica.

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1)      Crowne Plaza – Talvez tenha sido a mais especial, pois foi a primeira vez que eu fui. Quando você não conhece um lugar e tudo é novidade, é claro que marca mais.

Fomos em um feriado de Corpus Christi, ou seja, eram poucos dias e queríamos ver o máximo naquele tempo curto. Logo no primeiro dia fizemos o city tour básico pela cidade. Eu havia comprado os passeios com uma agência daqui do Rio mesmo. Assim, a agência chilena passou no hotel com uma van e nos levou  direto à Praça de Armas, onde pudemos ver a troca de guarda. Fica bem cheio e é legal, se você nunca viu, mas é um pouco demorado. Se quiser assistir, é importante ver dias e horários em que esta troca da guarda acontece. Dali, fomos ao prédio dos correios (Correo Central), antigo e bem bonito, vimos a Iglesia de San Francisco (construída entre os anos 1572 a 1618), muito bonita, mas não entramos desta vez. Na verdade, a excitação toda estava no passeio posterior a este, que era subir até o Valle Nevado, onde poderíamos ver neve. No meu caso, seria a primeira vez. Não vou entrar em detalhes sobre o Valle Nevado aqui, pois ele merece um post a parte. Mas, enfim, este é um passeio imperdível a quem vai para Santiago. Nas vezes em que fui, havia neve. Mas não sei informar se nos meses fora do inverno a neve permanece, pelo menos no topo das montanhas…

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O city tour também nos levou ao Cerro San Cristóbal, um dos pontos mais altos da cidade, onde podíamos ter uma visão panorâmica. O dia estava nublado e talvez por isso não tenha sido tão legal assim. Lá em cima há a estátua de uma santa. É possível chegar usando um funicular, mas nós subimos na van do city tour mesmo.

No dia seguinte, tínhamos agendado e pago ainda no Brasil os clássicos passeios a Viña Del Mar e Valparaíso. Mesmo assim, desistimos do roteiro prévio e agendamos com um taxista para que ele nos levasse a outra estação de esqui. A escolhida foi Portillo. Bem mais distante que Valle Nevado, mas infinitamente mais linda. Vale a pena se você tiver tempo, pois é longe. Mas, no nosso caso, valeu cada km percorrido e cada curva revirada na estrada. É um local lindo e o hotel que existe lá é muito bom. Almoçamos por lá mesmo e a comida era maravilhosa.

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Nosso hotel era bem central e nós jantamos muito bem em lugares próximos, no bairro Bellavista. Lembro também de termos circulado por uma feirinha simplesinha, mas bem legal perto destes restaurantes. Uma outra noite fomos jantar no centro gastronômico BordeRío, um lugar imperdível, que realmente vale a pena! No nosso caso, jantamos no restaurante El Apero, tipicamente chileno, e, durante o jantar, ainda houve a apresentação de um show folclórico. Fomos convidados por familiares nossos que, na ocasião, moravam na cidade. Ótima escolha deles. Se bem que, em todos os restaurantes, priorizei peixes da região e purê de batata. Em todos os momentos, minha escolha não tinha como ser mais acertada. Na última noite fomos passear também pelo shopping Parque Arauco, onde jantamos em um restaurante japonês. O shopping é bem legal, com uma arquitetura interessante.

No hotel, aproveitamos ainda o Spa, que era excelente. Chegar cansada dos passeios e conseguir curtir uma sauninha e uma hidro no SPA era muito bom!

Durante nossa primeira visita à cidade, o que realmente encanta é ver a cidade toda rodeada de montanhas nevadas. É lindo! Não tem nada parecido no Brasil. Você ver a cidade e, ao redor, aquelas montanhas… Pra mim, é o melhor de Santiago.

 

2)      Hotel Holiday Inn Aeroporto – não conta, pois foi somente uma noite que ficamos na cidade, aguardando nosso voo no dia seguinte para Calama.

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3)      Radisson Santiago – Na minha opinião, um dos melhores hotéis e um dos melhores bairros para se hospedar na cidade. Fica em Vitacura. A sensação que se tem é que estamos quase no sopé das montanhas nevadas. E acho que é bem isso mesmo. Aproveitamos esta estada para irmos a duas estações de esqui diferentes: Farellones e El Colorado. Se quiser conhecê-las, se prepare: são muitas curvas… Para quem enjoa, como eu, sugiro tomar um dramin antes de subir. Embora fiquem a poucos km de Santiago, são mesmo muitas curvas. E super sinuosas. Desta vez não aproveitamos muito a cidade. Somente as estações com neve e o Spa do hotel, com sua sauna e sua piscina térmica no topo do prédio, de onde se tem uma linda vista da cidade.

 

4)      Sheraton Conventions – estivemos também por uma noite apenas, em transfer de voo de Los Angeles para o Rio. Portanto, nem pudemos curtir a cidade.

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5)      Marriott Santiago – Viagem que fiz em comemoração ao meu aniversário. Fui com meu marido, meus pais e meu afilhado. Também, por causa disso, foi muito especial. Porém, por ser somente um fim de semana, tudo precisou ser feito de forma meio acelerada. Contratei um city tour já daqui do Brasil. A van nos pegou no hotel e levou para a Praça de Armas e por aqueles prédios históricos do centro. Desta vez, entramos na igreja de São Francisco. É linda por dentro também. De lá, fomos ao cerro Santa Lucia, fundado em 1541, e que eu achei beeeeem mais bonito do que o San Cristóbal. Tem umas construções bonitas lá em cima e a vista também é legal. Fomos ainda a umas lojas que vendem produtos de cobre e de lapis lazuli, matérias primas típicas da região. À tarde fomos ao Shopping Parque Arauco de novo, com preços excelentes se compararmos aos nossos preços aqui no Brasil. No dia seguinte, optamos por ir às estações de esqui, que sempre são “O” passeio estando em Santiago. Fomos novamente ao Valle Nevado e depois a Farellones.

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Mesmo tendo ido 3 vezes a Santiago, sei que falta muito o que conhecer na cidade, como  o Centro Cultural Gabriel Mistral, o Museo de Bellas Artes, o Mercado Central, a casa de Pablo Neruda… além do clássico passeio pela vinícola Concha y Toro. Mas eles ficam guardados para uma próxima vez, que, eu espero, aconteça.

 

Ilha de Malta: uma verdadeira viagem no tempo

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Eu nunca vou esquecer minha chegada à Ilha de Malta.

Muitas vezes faz toda a diferença o jeito que você chega a um lugar. Às vezes é bom chegar de avião e apreciar, do alto, montes nevados. Ou chegar de carro e ver a cidade se revelando devagarzinho, aproveitando a transição de estrada para via urbana. Em outras situações, é maravilhoso chegar a pé, como deve ser chegar a Santiago de Compostela.

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Mas chegar a Malta tinha que ser assim: por mar. Foi uma emoção com tudo junto: o dia amanhecendo, o navio apitando, e aquele lugar – que parecia saído de outro século – entrando no meu mundo atual. Como assim? Eu devia estar viajando no tempo. Ou ainda sonhando…

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Desembarquei em Malta com todo o encantamento que o lugar proporciona. O mar era verde esmeralda e as construções de La Valletta, cor de ocre, me faziam enxergar tudo meio em sépia, tudo meio onírico.

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O calor, sol brilhando, brisa marinha agradável… os detalhes tornavam tudo ainda mais prazeroso.

La Valletta, a capital da República de Malta é bem pequena. Não chega a ter 1 km²… Então é perfeitamente possível passear por ali a pé. A ilha toda é linda. Vale a pena andar muito por ali. Tudo é muito bonito, e, devido à sua história, a cidade foi sendo construída cheia de fortificações: muros, torres e o Forte de São Telmo. Os edifícios históricos são todos belíssimos. E são também muitas as igrejas. Entramos logo na co-catedral de São João. A igreja em si já é linda, mas nós demoramos hooooooras mesmo nas salas anexas, onde ficamos apreciandoas enormes telas de pinturas de Caravaggio.

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La Valletta acontece um pouco acima do nível do mar. Ou seja, por ser alta, da cidade é possível também apreciar lindas vistas da praia. Fomos até os Hastings Gardens, com uma vista incrível!

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Passeamos pelo centro, com várias lojinhas e cafés interessantes. E tanto prédio histórico maravilhoso que fica até difícil recordar o nome  de todos.

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Depois, mais distante dali um pouco, fomos conhecer a Mdina, a antiga capital da Ilha de Malta. É uma cidade murada, com portão e tudo. É conhecida como “cidade silenciosa”, mas ainda hoje tem bastante gente que mora ali dentro.  Com becos, ruazinhas e vielas, um lugar encantador. Parece cenário de filme da idade média (sei lá se da Idade Média mesmo, mas com certeza aqueles filmes de época). Dentro da Mdina, visitamos a Catedral de São Paulo, lindíssima. E, de alguns locais mais altos, pudemos contemplar a beleza da vista para fora dos muros.

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Inesquecível.

No retorno para o navio, ainda pudemos ter um bom tempo no lindo e elegante porto de La Valletta, conhecido como Grand Harbour. Nem tão grande assim, ele é um charme e vale apena sentar em suas mesinhas e apreciar o ambiente e algum petisco antes da partida. Nem tanto pelo sabor de uma bebida ou comidinha, mas unicamente para prolongar um pouquinho mais a estada num lugar tão maravilhoso.

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JAMAICA:Yeah, man, no problem!

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Guarde um dinheirinho, deixe na poupança e, se um dia você se sentir deprimido, faça um favor a você mesmo: vá para a Jamaica.

Um país feliz de nascença.

Não é grande, não é rico, não é historicamente dos mais relevantes…

Mas é um dos lugares mais felizes que eu já visitei. Parece que todos os seus habitantes têm um sorriso no rosto. Ao menos, essa foi a minha impressão.

DSC06321DSC06303Ok, você pode estar pensando que esse riso fácil se deve ao consumo de uma certa planta – que, por sinal, está proibido desde 1913, – mas que faz parte da cultura local.

Acho difícil…

Ao menos a guia que nos acompanhou e nos levou para conhecer a região parecia estar em suas melhores e mais sãs faculdades mentais. Embora tenha cantado alto 3 vezes para nós e tenha sorrido o tempo todo.

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Aliás, nossa guia fez toda a diferença. Logo que nos encontramos, ela disse saber que no Brasil falamos português (ponto pra ela! ), que as pessoas brasileiras são lindas (mais um ponto!)e passou a nos explicar sobre a Jamaica com tanto carinho que me conquistou! Ela e a Jamaica inteira! Nos disse, com muito orgulho, que a ilha é chefiada por uma Primeira Ministra (mulher, obviamente!), e falou sobre um ícone do passado (Bob Marley, e outro do presente (Usain Bolt). Dotada de humildade e conhecimento, me fez enxergar um país muito além das praias lindas.

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O primeiro lugar que visitamos foi a famosa cachoeira que desemboca numa praia linda, de águas azuis e areias claras. A Dunn´s River Falls, localizada na cidade de Ocho Rios. Fica no interior de um parque, com mata nativa caribenha, linda. O legal dessa cachoeira é escalar seus 180 metros de altura, com o jato forte de água caindo em cima de você. É muito divertido! Impossível você sair sem estar com as roupas completamente molhadas e um sorriso revigorante no rosto. Mas não é fácil, não. Vi muita gente em forma desistindo no meio do caminho. E, no dia seguinte, senti no corpo o esforço que havia feito. Na hora, você sente somente uma alegria sem fim.

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Os turistas, em grupos de umas 15 pessoas, por aí, vão de mãos dadas, como se fosse uma espécie de “pique-corrente”, para subirem a cachoeira. Enquanto isso, um guia local, do parque, ultra-animado, vai dizendo palavras de incentivo e nos ensinando dois mantras locais: “Yeah, man” e “no problem”.

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Uma experiência memorável.

De lá, seguimos para Montego Bay, onde curtimos uma praia paradisíaca, a Doctor´s Cave Beach. Limpíssima , reservada e segura. Tais atributos são fartamente possíveis pois a praia não é pública. Há que se pagar para entrar. Nada tão caro. Algo em torno de 6 ou 7 dólares por pessoa. Se for frequentador assíduo, há uma taxa anual que pode ser paga por pessoa ou por família, que dá direito ainda a um tipo de clube de praia, com sauna, piscina, sala de ginástica, vestiário, salão de jogos e salas de descanso.

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Com umas lojinhas ao lado do portão por onde se entra para a praia, as facilidades são muitas, incluindo banheiros limpos e salva vidas a postos. Almoçamos no restaurante que tem dentro da praia, o Sand Bar e Restaurante. Recomendo. Preços honestos, ótimo atendimento e comida saborosa. Pedi um inusitado, porém excelente, hambúrguer de caranguejo. Muito bom!

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A Doctor´s Cave foi uma das melhores praias a que eu fui na minha vida. A temperatura da água era perfeita, em torno de 22 a 27 graus. Mar calmo, transparente. Praia tranquila, pouquíssimos banhistas, guarda-sol e espreguiçadeiras disponíveis para alugar, sol lindo brilhando no céu. Praia de sonho mesmo. Mas existe. E fica na Jamaica.

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Passamos depois por Falmouth. Menos turística, mais confusa, com um centro cheio de gente e carros velhos dirigindo em mão inglesa. Lojas simples, ruas sujas, pessoas bem pobres. Você percebe, por ali, que há uma Jamaica dos resorts de luxo e outra, do dia a dia, que de luxuosa não tem nada. É feita de pessoas humildes, porém com uma alegria de viver aparente que realmente contagia. Como se fosse sempre verdadeira a frase tão característica do país: “Yeah, man, no problem.”

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Todo o passeio aconteceu com trilha sonora “bobmarleyana” tocando na van que nos levou aos lugares, mas eu jamais vou esquecer é a voz rouca da guia cantando uma famosa música jamaicana, de um outro cantor. Quer saber qual é? Clica no link aí embaixo. Com certeza você já ouviu.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=PMigXnXMhQ4]